Domingo, 16 de Maio de 2021
CRAQUES EM CAMPO

Jogadoras amazonenses iniciam hoje briga pelo título no Brasileiro Feminino A1

Micaelly Brasil, Sâmia Pryscila e Marília Furiel representam o estado na competição nacional que inicia neste sábado (17); veja tabela da rodada



craquesam_DDB87289-F3DD-4938-9684-ED671E76E138.JPG Sâmia Pryscila, da Ferroviária,Micaelly Brasil, do São Paulo, e Marília Furiel, do Cruzeiro, vão a campo neste sábado
17/04/2021 às 11:27

Desde que o Campeonato Brasileiro Feminino voltou a ser disputado, em 2013, pela primeira vez o Amazonas não terá um representante na elite da modalidade, já que o Iranduba, que havia disputado todas as edições foi rebaixado em 2020. Mas isso não significa que o estado não será representado na competição que começa neste sábado. Pelo menos três amazonenses estarão em campo, brigando pelo título em equipes diferentes.

Abrindo a competição, o São Paulo enfrenta o Grêmio, às 19h no CT de Cotia e, no elenco do Tricolor está a atacante Micaelly Brasil, um dos reforços do time paulista para atual temporada.



“A adaptação foi muito boa, conheço algumas meninas da seleção. Demorei um pouco para me entrosar no time dentro de campo, mas hoje em dia estou mais solta, graças a Deus. Tô muito ansiosa para o jogo da estreia e espero que dê tudo certo”, comentou a jogadora que explicou as principais mudanças do time.

“Mudou bastante em questão da atletas. Comissão não mudou, então o estilo de jogo continua a mesma coisa. Estamos só melhorando algumas coisas, mas estamos preparadas bastante pra estreia, pro campeonato”.

Vinda do Cruzeiro, a jogadora natural de Autazes (a 112km de Manaus) fará sua estreia com a camisa Tricolor. Na competição, 'Mica' já ficou em quarto lugar com o Iranduba, em 2017, passou pelo Sport, conseguiu o acesso da Série A2 com o Cruzeiro, ficando com o vice-campeonato de 2019.

Sobre a ausência de um time do Norte, mais especificamente do Amazonas, a jogadora lamenta a ausência, mas diz que vai tentar representar da melhor forma possível. “É triste saber que nenhum time está na A1, mas eu represento o Amazonas, a minha cidade Autazes em todo momento”.

Já no Cruzeiro está a também atacante Marília Furiel, que chegou ao Cabuloso no começo de fevereiro. Aos 18 anos, Marília disputou o Brasileiro da Série A1 no ano passado pelo Iranduba durante a parceria com o 3B. Ela também chegou a jogar a Série A2 com a camisa da Fera da Amazônia.

“A gente espera fazer uma Série A1 muito boa. Estamos nos preparando muito pra esse jogo contra o Real Brasília e espero que a gente consiga esses três pontos”, disse a jogadora que, apesar do pouco tempo em Minas, já se sente em casa. “A recepção foi muito boa. Fui bem recebida tanto pelas atletas quanto pela comissão técnica”, disse a jogadora que é de Manaquiri (a 157km de distância da capital, Manaus). O Cruzeiro debuta contra o Real Brasília às 16h de domingo, no Sesc Alterosas, em Belo Horizonte.

VEJA A TABELA DA RODADA, COM HORÁRIOS DE MANAUS

Dentre as três, a mais experiente é a meia-atacante Sâmia Pryscila, que disputa o segundo Brasileiro pela Ferroviária, mas tem passagens por São José, Flamengo e Iranduba. O time da manauara estreia no Brasileiro neste domingo às 19h (de Manaus), contra o Palmeiras, no Allianz Parque. Sâmia, porém, não entrará em campo pois ainda está se recuperando de uma lesão sofrida no fim do ano passado.

“Hoje (sexta-feira) faz exatamente duas semanas que voltei a treinar com o grupo. Tá muito recente, meus treinos no início estão sendo moderados e com carga baixa. Mas, ao longo das semanas vou me condicionando melhor fisicamente, pegando a nova filosofia de trabalho da nossa treinadora, e consequentemente estrear no maior campeonato do país. Foram três meses dolorosos, pois me impedia de fazer o que mais amo na vida. Confesso que a ansiedade é gigante e estou trabalhando fortemente para minha estreia”, comentou.

No ano em que estreou pelas Guerreiras Grenás, o time caiu nas quartas de final do Brasileiro, diante do Palmeiras, e foi vice-campeão do Paulista, perdendo para o Corinthians. No início deste ano, a Ferrinha conquistou o bicampeonato da Libertadores Feminina, com Sâmia torcendo de casa, já que se recupera da lesão. Quanto ao título recente, a jogadora acredita que serve para fortalecer a equipe, mas não aumenta o favoritismo na competição nacional.

“Na minha visão não aumenta o favoritismo, até porque é outro campeonato, são outros clubes. É virar a chave do que já passou e trabalhar forte visando o campeonato mais dificil do Brasil. Temos que lidar com outra realidade, corrigir o que faltou na Libertadores, trabalhar em vários aspectos para não deixar a desejar nos jogos, Acredito que a Ferroviária vem forte em busca do Tri”, finalizou.


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