Quarta-feira, 03 de Junho de 2020
Quarentena

Jogadores do Nacional falam sobre drama com a paralisação total do futebol

Capitão Guilherme e o meia Charles comentam as incertezas geradas pelo Coronavírus (Covid-19)



Guilherme_e_Charles_8D587C1B-A728-4BAD-89CE-D297C834A00C.jpg Foto: Milly Barreto
31/03/2020 às 21:27

Com os campeonatos de futebol paralisados, o salário dos atletas fica com um ‘peso’ ainda maior nas finanças de cada clube, especialmente os de menor poderio nos cofres. Sem ter de onde tirar receita, dirigentes e jogadores vivem drama com incertezas sem precedentes devido ao Coronavírus (Covid-19).

No Nacional - clube que disputa o Barezão e também a Série D -, a insegurança na continuação do trabalho gera desconforto em parte do elenco. 



“Fomos liberados para voltar para nossas cidades, nos falaram que iam ligar para acertar questões de contrato e salário mas até agora nada. No meu caso tenho compromisso firmado com o clube até o final do ano”, revelou Charles, meio-campo que atuou em nove jogos do estadual deste ano, marcando três gols. Atualmente ele está em Brasília, cumprindo a quarentena com sua família. 

O volante Guilherme, retornou para Uberaba-MG, seu município natal e também comentou que nesse momento só podem aguardar o posicionamento da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) juntamente aos clubes. 

“Estamos nos prevenindo e esperando a situação do nosso futebol regularizar-se para podemos verificar como que vão ficar nossos contratos. Quanto ao salário nos foi passado que isso seria acertado. Estamos esperando, é o que podemos fazer. Na torcida para que isso se resolva o mais rápido possível”, afirmou o capitão do time, de 27 anos, que faz sua primeira passagem pelo Leão da Vila.

Pedido de socorro

No último domingo, 74 clubes - até momento -, decidiram assinar carta à CBF com série de pedidos que ajudariam os times de menor estrutura financeira a sobreviver em meio a paralisação total dos campeonatos. O capitão do Nacional, Guilherme, inclusive assinou o documento, que entre seus apelos inclui uma mesada de 75 mil reais durante dois meses. 

Dentre os clubes que já assinaram a carta até o momento, cinco são amazonenses: Fast, Manaus, Nacional, Iranduba e Penarol.

“A CBF possui condição de nos ajudar, nós estamos contando com isso. Nós vivemos do futebol, temos família que precisamos sustentar”, concluiu o jogador que carrega a braçadeira dentro e fora dos gramados. 

Além da mesada, os clubes também apelam pela isenção de taxas referentes à: inscrição de atletas, rescisões de contratos, taxa anual de clubes e outras taxas geralmente cobradas pelas Federações regionais e CBF.

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Repórter de A CRÍTICA

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