Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019
COMPORTAMENTO

Jogos de apostas: entre o prazer e o risco do vício

Empresas de apostas esportivas estão legalizadas no Brasil, mas jogos são conhecidos no país pela adição; jovens são público mais ameaçado



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22/07/2019 às 11:45

Todo jogo tem uma componente que pode levar ao vício. Diversos especialistas das áreas de psicologia e de antropologia, inclusive, tem abordado essa temática. Uma discussão muito pertinente, principalmente com a crescente popularização das apostas esportivas online.

Afinal, basta entrar em um aplicativo no celular, adicionar um valor “x”, clicar para confirmar e pronto: a aposta está realizada e agora é só esperar pelo resultado. Se for positivo, há lucro; se for negativo, o prejuízo é inevitável. No Brasil apostas online e esportivas estão se tornando cada vez mais uma prática comum.



Isso está ao acesso de praticamente qualquer pessoa. Milhares de sites disponibilizam cassinos online, apostas em esportes, tudo com praticidade, segurança e transparência, todos os dias da semana, dos meses e dos anos.

O único requisito? Ser maior de idade, ter dinheiro e ter acesso à internet. Com tantas facilidades, é normal que a diversão possa acabar se confundindo com o vício.

Por que apostas viciam com tanta facilidade?

Há muitos fatores que podem explicar a adição em apostas. Claro: tudo começa com uma atividade lícita, apenas como hobbie, que busca trazer um sentimento leve de diversão.

Não é à toa que boa parte dos apostadores online compreende um público jovem, que figura entre os 18 e os 35 anos. São pessoas que trabalham muito, que pouco tempo tem para ter passatempos e momentos de lazer.

A praticidade das apostas online permite que esse público tenha um pouco de diversão sem perder muito tempo. Quando se pensa em apostas esportivas, isso fica ainda mais tentador.

Países como Brasil e como Portugal, apaixonados por esportes, mas principalmente pelo futebol, são exemplos de países em que as apostas esportivas têm muito impacto. Elas aliam uma paixão à praticidade. Principalmente porque não precisa ter assim um valor tão alto para iniciar suas apostas.

O problema é que toda essa praticidade e toda essa facilidade pode gerar adição. O componente lúdico acaba dando lugar à necessidade diária de realizar apostas, de tentar obter lucro, de recuperar aquele dinheiro perdido.

Jovens têm maior propensão a atividades de risco

Psicólogos são claros ao afirmarem que jovens têm maior probabilidade de praticarem atividades muito arriscadas. Principalmente aqueles que são menores dos 21 anos.

De acordo com os especialistas, o córtex pré-frontal se forma completamente justamente aos 21 anos. Não é à toa que muitos cientistas consideram a maioridade apenas quando se chega ao vigésimo primeiro aniversário.

Portanto quem começa a apostar aos 18 anos terá maior tendência a desenvolver adição no futuro. Esse comportamento, aliás, leva a algo ainda pior: em vez de seguirem pelas vias legais, em sites autorizados a funcionar, esses jovens preferem frequentar locais virtuais que são fora da lei.

Isso se explica por um motivo. Os sites ilegais costumam oferecer odds mais altas, também conhecidas como probabilidades. Quanto mais altas forem, mais o apostador ganha por palpite certo.

O problema é que isso leva a apostas cada vez maiores. Os jovens incapazes de avaliar situações de riscos literalmente depositam seu dinheiro nesses sites. Em vários casos, inclusive, são sites não confiáveis e que realizam fraudes.

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