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Jogos Indígenas do Amazonas devem finalmente sair do papel. Previsão é que aconteça no segundo semestre deste ano

Evento deve acontecer na praia da Ponta Negra, Zona Oeste. Evento foi idealizado em 2009 pela extinta Fundação Estadual dos Povos Indígenas (Fep) 06/01/2015 às 19:43
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Jogos possuem modalidades curiosas como a corrida com revezamento de tronco
acritica.com Manaus (AM)

Ainda movida pelo sucesso da Copa do Mundo em Manaus, a Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) começa a traçar metas para realizar a primeira edição dos Jogos Indígenas do Amazonas. A previsão é que o projeto (que nasceu há três anos, mas que foi idealizado em 2009 pela extinta Fundação Estadual dos Povos Indígenas - Fepi)   seja posto em prática pelo Governo do Estado no segundo semestre de 2015, na Ponta Negra, Zona Oeste, com a participação de indígenas de todo o Brasil.

A Seind tem mantido um diálogo constante com a Secretaria de Estado da Juventude, Desporto e Lazer (Sejel) e outros parceiros, para organizar a competição, mas nesta terça-feira (6), recebeu o apoio importante de um dos precursores dos Jogos Indígenas em São Paulo e em outras localidades do País: o líder indígena Robson Miguel, mais conhecido como cacique cafuzo Tukumbó Dyeguaká.

O objetivo é reunir 150 mil pessoas, entre indígenas e não indígenas, durante três dias, e fazer com que os jogos entrem no calendário oficial de eventos do Estado.

“O projeto é da Seind, mas com essa troca de experiências, a ideia é fazer com que tenhamos um evento de grande envergadura, que possa atrair parceiros também da iniciativa privada, além de beneficiar o maior número de indígenas em nosso Estado”, destacou o titular da Seind, Bonifácio José Baniwa.

De acordo com Tukumbó, indígena do povo Guarani, além da disputa em diversas modalidades, outro objetivo é fazer com que a atividade também tenha um apelo cultural, baseado na própria tradição de cada povo.


“Temos aqui a maior concentração étnica brasileira e, na minha primeira impressão, acredito que há tempo hábil para que os jogos sejam realizados este ano”, arriscou Tukumbó.

Uma das propostas é reunir 515 indígenas, representantes de cada etnia, para entoar o Hino Nacional Brasileiro na língua tikuna.

“Com tanta gente cantando o hino, ao mesmo tempo, podemos até ganhar um lugar no Livro dos Records (Guinness Book)”, observou o cacique.

Tukumbó, que também é músico, maestro, historiador e palestrante da cultura indígena ambiental, foi o primeiro a fazer a versão, gravação e lançamento do Hino Nacional Brasileiro na língua Guarani (com Karaí Basílio).
 

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