Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
José Aldo Entrevista

José Aldo mostra serenidade antes de combate contra coreano

Lutador amazonense coloca seu título na categoria peso pena em jogo, hoje, na luta contra o coreano Chan Sung Jung na noite deste sábado



1.png Lutador amazonense enfrenta o ' Zumbi coreano' em combate na noite deste sábado no Rio de Janeiro
03/08/2013 às 10:23

Campeão da categoria pena (até 66 quilos), José Aldo se tornou nos últimos dias um foco de resistência do Brasil no UFC: ele é hoje o único brasileiro a manter um cinturão de fato e de direito na mais prestigiosa organização de MMA. Jùnior Cigano perdeu seu título nos pesados (até 120 quilos) para Cain Velasquez e, mais recentemente, Anderson Silva entregou de mão beijada seu cinturão dos médios (até 84 quilos) para Chris Weidman. Renan Barão é dono de título na categoria galo (até 61 quilos), mas na condição de interino. Em resumo, o amazonense tem sobre suas costas a responsabilidade de se manter no topo da categoria e coloca o título em jogo, hoje, na Arena HSBC, Rio de Janeiro. O adversário não poderia ser mais encardido: Chan Sung Jung, mais conhecido como Zumbi Coreano, que substituiu  Antony Pettis, lesionado. Aldo, que receberá bolsa no valor de US$ 120 mil R$ 274 mil), teve que refazer seu plano de luta diante do “azarão” da Coréia, cujo cachê é US$ 20 mil (R$ 45 mil).

Por que essa nova postura de não falar com a imprensa antes da luta, uma vez que a atenção e a simpatia com jornais, revistas, sites e tevês sempre foi sua marca?

Na verdade,  a gente tem se preservado mais nessa luta (contra o Zumbi Coreano), até por conta dos ultimos acontecimentos do MMA (derrota inesperada de Anderson Silva). Então  preferimos ficar mais concentrados para a luta para depois podermos dar todas as entrevistas possíveis com uma vitória.

O fato de conceder entrevistas mesmo em horário pré-estabelecidos atrapalha de algum modo?

Com os últimos acontecimentos a gente se preferiu se preservar mais.

O que mudou no plano de luta e no esquema de treino após o anúncio de Zumbi Coreano como seu adversário no UFC Rio 4?

Então, a gente procurou treinar bastante chão, coisa que para a luta contra o Pettis (antony, antigo oponente) a gente tinha dado uma diminuída. Aí a equipe viu a necessidade de estar fazendo isso (dando ênfase na luta de chão) para o coreano.

O Antony Pettis era melhor oponente para seu estilo de jogo?

Creio que os dois (Pettis e Coreano) têm um jogo parecido. Ambos  vêm com a intenção de decidir a luta.

Quais o pontos fortes e fracos do Zumbi Coreano e qual o caminho para vencê-lo?

O Zumbi é um adversário bastante completo, mas acho que o poder dos meus golpes é maior que o dele. Isso fará a diferença a meu favor, creio.

A perda do cinturão do Anderson Silva significa um brasileiro a menos do topo do UFC. Isso aumenta a pressão e a responsabilidade sobre seus ombros em manter o título no peso pena?

Acho que cada atleta tem sua pressão, uns mais outros menos mais todos têm. A minha pressão não aumentou por conta da derrota do Anderson. Só me fez enxergar ainda mais que ninguém é invencível. Então preciso treinar a cada dia mais e mais para manter esse cinturão (pena) no Brasil.

A propósito, qual sua opinião sobre a forma como o Anderson foi derrotado? Ele faltou com respeito ao adversário? Abusou da auto-confiança?

Não. Acho que ele não desrespeitou ninguém. É a forma dele lutar e ele  faz isso sempre. Mas dessa vez não deu certo.

Ouvi falar que você participou ativamente dos protestos no Rio de Janeiro. Como foi a experiência?

De forma pacífica, é claro. Foi ótimo estar presente com o povo exigindo a mudança de um país como o nosso. É sempre  importante.

Qual sua opinião sobre os rumos do Brasil?

O Brasil está no caminho certo. Agora, os políticos estão cada vez mais conscientes de que o povo está mais politizado, tem força e está pronto para rebater e cobrar  o que não for da vontade da maioria.

O que falta para o País melhorar, na sua opinião?

Educação. Quanto mais estudo as pessoas tiverem, mais conscientes do seus deveres e direitos elas estarão.

Dilma Roussef faz um bom mandato como presidente?

Até agora, não...

Como flamenguista de “carteirinha”, o que você achou do atual presidente rubro-negro Eduardo Bandeira dar prioridade ao futebol em detrimento de outros esportes?

Acho que cada um administra de uma forma que considera melhor. Ele (Bandeira) resolveu dar mais ênfase ao futebol. Vamos ver no que vai dar...

Você achou justo ele (Bandeira) determinar que o clube não mais lhe patrocinasse como lutador de MMA?

Cada um administra de uma forma e a dele foi essa. Temos que respeitar. Se não der certo, com certeza ele vai pagar de uma forma ou outra. Quero dizer o seguinte: se não der certo, ele não se reelege.

Fale um pouco do exercício da paternidade. Como é o seu dia a dia com a Joana (filha)? Faz mingau, troca fralda, bota pra dormir? Ou tudo isso é atribuição da Vivianne (esposa)?

Joana hoje é a minha vida. Aliás,  minha família é a coisa mais importante que eu tenho. Sou um paizão, faço mingau, coloco pra dormir, mas, trocar fralda, ainda não estou com essa habilidade toda, não (risos).

Depois do nascimento da Joana, o que mudou sobre sua forma de pensar a vida?

Antigamente, eu pensava muito em mim. Hoje é diferente: a primeira pessoa que eu penso e nela.

Mande um recado para seus fãs de Manaus e sua família no Alvorada...

Ai galera de Manaus, nunca vou esquecer de onde eu sai. Alvorada “tamo junto e misturado”. Mãe e  irmãs amo  vocês.

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