Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
RECOMEÇO

Jovem atleta supera paralisia cerebral através do futsal em Manaus

Com ajuda da prática esportiva na escolinha do Rio Negro, Lucas Ryan, de 12 anos, recuperou os movimentos do corpo e hoje consegue levar uma vida normal



Lucas_EB7BDB5D-A027-4C76-99D9-9941510857A7.jpg Foto: Antônio Lima
25/02/2019 às 14:30

O futsal mudou a vida do garoto de 12 anos Lucas Ryan. Nascido prematuro aos sete meses, o menino teve sequelas e desenvolveu uma paralisia cerebral de grau leve, que limitou os movimentos de todos os membros do corpo. Mas a persistência e o apoio da avó, Roberlane de Souza, aliados à prática do esporte deu a Lucas a chance de superar a doença e ter uma vida normal.

“Nós fomos pro ortopedista primeiro e foi aí que ele liberou pra ele começar a praticar exercícios físicos, principalmente alongamento que ele precisa. E o primo dele, Christian, convidou o Lucas pra ir jogar bola, mas ainda era difícil pra ele e no final do ano retrasado nós resolvemos colocar ele na escolinha de futsal do Rio Negro e foi aí que tudo mudou”, relatou a vó, Roberlane de Souza.  

Após um ano da chegada de Lucas ao ginásio “Aristophano Antony”, situado na sede do Rio Negro, no Centro, a melhoria na condição física do garoto se tornou visível, deixando colegas da escolinha e a avó bastante emocionados. “Eu tô muito contente, tô feliz de ver o desenvolvimento dele, de ter crescido, de poder correr agora, de ter recuperado os movimentos do corpo. Isso aqui foi muito importante na vida do Lucas”, disse.

Para Lucas Ryan, jogar bola com os amigos é um sonho realizado. O jovem atleta, que integra o time sub-13 de futsal do Rio Negro, comentou a mudança de vida. “Antes eu sentia tremer minha perna, ficava mole, tinha dificuldade pra jogar bola na rua, mas o meu sonho começou aqui, aqui começou minha vida”, disse.

O professor da escolinha de futsal Yan Duarte falou que a evolução de Lucas no esporte ajudou na parte emocional do atleta. “Hoje em dia a gente vê que ele melhorou não só a questão física, mas emocional também. E hoje ele tem gosto pelo esporte. A gente vê hoje o Lucas fazendo gol, dando passe pra gol, ele também gosta de ser goleiro e hoje ele tá em um nível muito acima de quando ele chegou com a gente”, disse.  

Desafios de Lucas

Para muitos a superação de Lucas Ryan em relação aos problemas enfrentados desde o primeiro dia de vida se resume em duas palavras: fé e milagre. “A mãe dele aos cinco meses de gravidez se sentiu mal e aí nós levamos ela pra maternidade. Chegando lá foi constatado que ela estava em trabalho parto. E a médica falou que ela estava perdendo o líquido amniótico. Depois ela teve que ficar internada até o nascimento dele aos 7 meses”, relatou.

Aos 3 anos de idade vieram as grandes complicações como convulsões e dificuldades para desenvolver a fala e principalmente a mobilidade do corpo de Lucas. “A gente ficava mais no hospital com ele do que em casa. Mas com a passar do tempo fomos seguindo as orientações médicas, fomos tratando dele. E ele teve sorte de encontrar médicos que se interessaram pelo caso dele”, explicou Roberlane.

Os diversos acompanhamentos de especialistas no dia-a-dia de Lucas foram o passo inicial para o garoto superar as dificuldades e limitações motoras. O menino que não sabia falar, caminhar e correr provou ao contrário. Hoje é a grande prova de que vale a pena lutar pela vida e o quão é valioso ter a família ao lado.

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