Terça-feira, 23 de Julho de 2019
Craque

Jovens tenistas amazonenses chamam atenção na cena nacional

O talento de atletas amazonenses tem chamado atenção nos grandes centros do tênis brasileiro e colocado o Estado no topo dos pódios em competições nacionais e internacionais



1.jpg Pedro Henrique, 19, e Thássane, 12, já competiram várias vezes em outros Estados
02/11/2014 às 11:43

O tênis nunca foi dos esportes de maior destaque do Amazonas no cenário nacional. Até agora. Sim, porque o talento de atletas amazonenses tem chamado atenção nos grandes centros do tênis brasileiro e colocado o Estado no topo dos pódios em competições nacionais e internacionais.

Que o diga a jovem Thássane Abrahim, de 12 anos, uma voraz colecionadora de títulos. Só neste ano ela venceu as quatro fases do Circuito São Paulo de Tênis, além das etapas brasileiras de dois dos mais importantes torneios internacionais da modalidade: a Copa Gerdal e o Banana Bowl.

Os resultados chamaram a atenção do Instituto do Tênis, de São Paulo, que investe em jovens talentos do esporte. Thássane agora se divide entre a escola e os treinos em Manaus, na Academia de Tênis, e o acompanhamento físico, técnico e psicológico na Academia Slice de  tênis, em Alphaville, São Paulo.

“Estou vivendo nesta transição Manaus-São Paulo, e no ano que vem possivelmente eu vá me mudar para lá”, disse ela, que também irá disputar o circuito da Confederação Sul Americana de Tênis (Cosat) em 2015. “Vão ser minhas primeiras viagens internacionais”, empolga-se Thássane, que estreiará na categoria juvenil ainda este ano, no brasileiro de másters juvenil.

Por um ponto na atp

Outro que há tempos já passou de promessa para virar realidade é o amazonense Pedro Henrique, de 19 anos. Oriundo da Academia de Tênis, na Ponta Negra, ele hoje é atleta do clube Itamirim, de Itajaí, Santa Catarina, um dos polos do tênis brasileiro e estado natal de nosso maior expoente do esporte, o tricampeão de Roland Garros, Gustavo Kuerten.

Pedro sempre se destacou nas categorias de base do tênis brasileiro e hoje luta para  conquistar o seu primeiro ponto no ranking da ATP (Associação de Tenistas Profissionais). Em outubro, ele esteve muito perto de fazer isso no Santos Brasil Tennis Cup, torneio internacional  realizado em Belém, no fim de outubro. “Passei o qualifying (fase classificatória) depois de ganhar de dois adversários e joguei na chave principal do torneio, perdendo para um tenista que está entre os 400 do mundo e que já foi o  número 300”, conta  ele, que perdeu numa disputa ponto a ponto e por pouco não deixou sua marca no mais importante ranking internacional da modalidade.

‘Baby Tennis’

Revelados na Academia de Tênis, os tenistas Thássane e Pedro Henrique são a prova de que o Amazonas tem potencial para projetar nomes no cenário nacional do tênis. Mas, mesmo que o objetivo dos treinamentos não seja o alto rendimento, o tênis ainda desponta, em tempos de smarphones, tablets e computadores, como excelente alternativa de lazer e entretenimento para crianças, jovens, adultos e idosos. Democrático, o esporte quase não tem restrições: crianças de cinco anos já podem participar de aulas de iniciação, com a  técnica da “bola viva”, em que a jogada vale até quando a bola ainda estiver quicando na quadra, não importando quantas vezes o faça.

O chamado “baby tennis” é ensinado na Academia de Tênis para crianças a partir de cinco anos de idade, em aulas diárias a partir das 9h da manhã. “Não é bem o tênis ‘imposto’, mas aulas para que o tênis comece a fluir para a criança”, disse o diretor de esportes da Academia de Tênis, Rodrigo Maia.

A Clínica de Tênis, que trabalha com iniciação às regras e técnicas do esporte, também tem aulas diárias para crianças (de 18h20 às 19h); para jovens e iniciantes (19h às 19h50); e para adultos (20h50). Mais informações pelo número 9285-8596.

Desafiando pelo Whatsapp

Com 12 anos de existência, a Academia de Tênis é o mais tradicional ponto de encontro dos amantes da modalidade esportiva na cidade. Situado nas imediações da  estrada da Ponta Negra (ao lado do antigo Coração Blue), o espaço sofre o assédio das imobiliárias e precisa se reinventar economicamente para manter o espaço.

Uma dessas alternativas foi o torneio Big Head Challenger. O nome faz referência à bem humorada tradução do apelido do diretor de esportes da Academia de Tênis, Rodrigo Maia, o Cabeça.

Mas a criatividade dos organizadores do “Desafio do Cabeça” (em tradução livre) não parou por aí. A fim de estimular a participação de atletas amadores cujo tempo corrido não permite a presença regular em competições, eles resolveram inovar e criar um modelo de campeonato com jogos em horários flexíveis, de acordo com a disponibilidade dos desafiantes.

E a ferramenta que possibilita o encontro é uma das mais usadas para contatos pessoais nos dias de hoje: o aplicativo de mensagens instantâneas para smartphones Whatsapp.

“O torneio consiste em manter esses tenistas jogando e manter a academia lotada. Nós queríamos atrair jogadores que não tem muito tempo. A maioria são profissionais liberais: médicos, advogados... O torneio é um sucesso!”, conta Rodrigo, garantindo que o faturamento destas competições deu novo gás às contas do clube. “Hoje, 80% da renda vem desse torneio”, diz ele.

Os desafiantes do Big Head Challenger, que crescem mês a mês, já somam mais de 63 inscritos. São quatro etapas por ano, com 60 dias cada, prazo suficiente para cada jogador enfrentar os 11 jogos necessários para completar o certame.

Como no Brasileirão de Futebol, o torneio da Academia de Tênis tem quatro divisões por nível técnico. “Nós fazemos uma avaliação e vemos em que divisão os novatos devem entrar. Ao fim do campeonato, os três primeiros de cada divisão sobem para a categorias superior, assim como os três últimos descem”, explica Rodrigo Maia.

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