Terça-feira, 22 de Outubro de 2019
Craque

Juíz de futebol é o representante amazonense na Série A

Luis Claudio Rodrigues da Costa atuou no clássico das maiores torcidas do Brasil - Flamengo x Corinthians, no Maracanã



1.jpg Este foi o último ano de Luis Claudio da Costa em jogos nacionais
30/11/2013 às 19:53

Mesmo sem ter um time na Série A do Campeonato Brasileiro, o Amazonas foi destaque durante o clássico das maiores torcidas do Brasil, no último domingo, no Maracanã. O assistente de arbitragem (bandeirinha), Luis Claudio Rodrigues da Costa, de 45 anos, que trabalha como bombeiro em Manaus, atuou ao lado do árbitro Fabrício Neves Correa e do auxiliar José Eduardo Calza - ambos do Rio Grande do Su -, na partida entre Flamengo e Corinthians, pela 36ª rodada do Brasileirão.

Quando Manaus foi anunciada, em 2009, como uma das sedes da Copa do Mundo no Brasil, uma das promessas era de que o Amazonas teria uma equipe na Série A no ano do torneio. A menos de 200 dias para o Mundial, o Estado não tem uma equipe na elite do futebol, mas pelo menos tem um representante no quadro nacional de arbitragem.



Luis Claudio Rodrigues da Costa é do Maranhão, mas por morar em Manaus há mais de 35 anos, se considera um amazonense da “gema”. No quadro nacional de arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desde 2004, ele já participou de 17 jogos (nível nacional), incluindo partidas entre equipes femininas. E agora se prepara para pendurar as chuteiras, ou melhor, as bandeirinhas.

“Esse jogo entre Flamengo e Corinthians deu uma visibilidade muito grande para a arbitragem do Amazonas. Foi uma partida importante, a CBF não me escalou por acaso, a entidade me chamou porque acompanha a seriedade do meu trabalho”, disse o assistente, que é 1º tenente do Corpo de Bombeiros do Amazonas.

“Mas sem dúvida a parte principal dessa partida foi poder mostrar que o Amazonas tem pessoas capacitadas para trabalhar no futebol nacional”, disse o assistente.

Luis Claudio Rodrigues decidiu entrar para o mundo da arbitragem em 1999, quando tinha 31 anos, uma idade já considerada avançada para a “profissão”.

“Eu comecei um pouco tarde, principalmente para atuar em uma Copa do Mundo, por exemplo. Mas posso dizer, que durante esses 14 anos vivi momentos maravilhosos tanto nos jogos das Séries A e B do Brasileirão, como em partidas Estaduais e também nas categorias de base”, comentou.

Luis Claudio Rodrigues da Costa

1-Depois de 14 anos, trabalhando como assistente de arbitragem, por que o senhor decidiu se aposentar?

Na verdade vou me aposentar somente do quadro nacional de arbitragem, que só permite assistentes até 45 anos. Mas vou continuar atuando em jogos do Campeonato Estadual e também nos das categorias de base aqui do Amazonas.

2-Qual a principal diferença entre os jogos nacionais e estaduais? E o que dá mais trabalho, jogos de equipes masculinas ou femininas?

Os jogos das séries A e B são mais organizados, os atletas são mais profissionais e te respeitam também. Trabalhar em partidas estaduais e nas de categoria de base é sempre mais difícil, os jogadores questionam muito mais. Em relação a diferença entre times femininos e masculinos, as mulheres dão menos trabalho, porque elas não enganam, os homens simulam muito mais.

3- Por que o senhor decidiu entrar para a arbitragem e o que foi preciso fazer?

Sempre gostei muito de jogar futebol, jogava com amigos e no trabalho também. Queria estar nesse mundo futebolístico e, como não consegui virar um jogador profissional, resolvi fazer um curso de arbitragem. Naquela época era preciso apenas ter o ensino médio e claro, passar no teste físico. Hoje em dia tem que ter curso superior, afinal arbitragem não é profissão.



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