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Lacrou, é Bi! Nigéria dá show em quadra e conquista bicampeonato do Grand Prix LGBT de vôlei

O alto nível de voleibol apresentado, a presença em massa do público e a irreverência que é marca da competição não foram os únicos pontos altos da noite, que contou com diversas  culturais 16/11/2015 às 10:41
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Equipe da Nigéria se sagrou bicampeão do Grand Prix LGBT de vôlei.
Felipe de Paula Manaus (AM)

Com ampla maioria a seu favor, a equipe da Nigéria não decepcionou a torcida e se sagrou bicampeã do Grand Prix de Voleibol LGBT, na noite do último sábado, na quadra do Centro de Desenvolvimento Comunitário do Coroado (CDCC), Zona Leste de Manaus.

A equipe, que contou com grandes atuações de Janderson “Virna” e “Rackely”, fez três sets a zero na equipe de Cuba e levantou pela segunda vez a taça do grand prix mais divertido do esporte amazonense. Na disputa do terceiro lugar, as “meninas” do Brasil venceram, também por 3 sets a 0, o time dos Estados Unidos, e ficaram com o bronze.

Mas o alto nível de voleibol apresentado, a presença em massa do público e a irreverência que é marca da competição não foram os únicos pontos altos da noite, que contou ainda com apresentações culturais da bateria da escola de samba Mocidade Independente do Coroado, e dos grupos Ego Dance e The Fusion Norte Company, destaque do Festival de Dança de Joinville neste ano.

Com o CDCC lotado – segundo a organização, foram contabilizados cerca de 450 presentes, com 320 pagantes -, não houve quem não se divertisse, seja pelas belas jogadas em quadra, seja pelo indefectível bom humor de público e atletas.


Além de troféus e medalhas, a equipe campeã ainda faturou a premiação de mil reais e a segunda coladada 700. O grand prix faz parte do Movimento Esportivo LGBT Amazonas, que possui ainda outras, como As Divas da Areia, Rainha das Areias e Copa da Diversidade.

Evoluindo com o esporte

Segundo o organizador da competição, Daniel Coelho, o movimento nasce para fazer do esporte uma ferramenta de enfrentamento à homofobia. “Antes nós vivíamos num gueto, isolados”, diz o educador físico, que encontra eco na voz de uma especialista no assunto.

Membro da Gerência de Diversidade e Gênero da Secretaria de Estado, Justiça e Diretos Humanos e Cidadania do Amazonas (Sejusc), Sebastiana Silva fez questão de acompanhar a disputa das finais do Grand Prix e falou sobre o esporte como estratégia de socialização de uma comunidade por anos relegada à marginalização social.

“Um evento como esse é um marco histórico pra gente. O Amazonas vem avançando na implementação dessa política (pró-diversidade de gênero). Realizamos o segundo casamento homoafetivo no Amazonas e estamos dando a resposta com o esporte pra trazer de fato uma cidadania plena para essa comunidade", finalizou.

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