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Esportes
Entrevista

Lateral-direita da seleção brasileira fala sobre o jogo contra o Iranduba e muito mais

Jogadora da seleção e do Flamengo bate um papo com o portal acritica 20/04/2016 às 08:30 - Atualizado em 20/04/2016 às 09:36
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Lateral está em Manaus onde joga contra o Iranduba
Thaissa Cordeiro Manaus, AM

Maurine Dorneles, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de  Pequim  em 2008, prata nos Jogos Pan-Americano de 2011 e ouro em 2015, a lateral-direita da seleção brasileira permanente e atacante “draftada” pelo Flamengo fala do jogo diante do Iranduba nesta quarta, carreira e Olímpiadas Rio 2016.   

Qual é a sua expectativa para o jogo desta quarta?
A expectativa é muito boa, nós sabemos que a torcida aqui apóia bastante o futebol feminino e a gente fica feliz de saber que o povo vem assistir ou gostam das meninas, independente delas estarem do lado de lá ou a gente tá do lado de cá, eu acho que é muito favorável pra gente que luta a cada dia com o futebol feminino.

Vocês fizeram dois jogos fora de casa, contra o São José, quando a equipe empatou em 0 a 0 e contra o Corinthians, com a derrota de 2 a 0. Como está o time para mais um duelo fora de casa? 
Contra o São José foi muito ruim lá porque choveu bastante e dificultou o trabalho das duas equipes, mas contra o Corinthians realmente não conseguimos jogar, fomos inferiores. A gente sabe que pode render e a equipe ficou bem esperta quanto a isso. É o terceiro jogo fora de casa e esperamos sair com a vitória aqui e fazer um bom trabalho.
Como foi a preparação para o jogo em Manaus?
Treinamos bastante, eu vim da seleção, elas (elenco do Flamengo) treinam bastante, fazemos academia, treinamos bastante tempo naquele sol muito forte, eu sei que aqui é muito abafado, só que no Rio também é, e eu também não estou acostumada, o calor lá, eu sofri um pouquinho, mas a gente tá trabalhando forte pra que a gente possa impor dentro de campo.

Você veio do draft e é sua segunda passagem pelo Flamengo, como foi esse retorno?
É muito importante pra gente que vem ajudar a equipe. Eu me sinto muito feliz por poder estar no segundo ano draftada pelo Flamengo, sinal que eu ajudei bastante a equipe e me dei muito bem com o grupo, isso que é o mais importante. Acho que isso que fez eles me escolherem novamente.

Falando em seleção, o Brasil está no Grupo E  das Olimpíadas, que tem China, Suécia e África do Sul. Como você avalia o grupo?
Os grupos ficaram bem equilibrados, não só o do Brasil, mas todas as seleções que estão nessa Olimpíadas são de nível muito alto, muito forte, então eu acho que vai ser bem igual, todas as equipes, então, a gente tem que mostrar nosso trabalho que nem o Vadão (técnico da seleção) vem fazendo com a gente, então essa seleção permanente mudou muito com a gente, fez a gente trabalhar muito mais em equipe, os treinamentos evoluíram muito taticamente, então isso que vai fazer se Deus quiser que a gente conquiste esse ouro inédito.

Como você vê o futebol feminino atualmente?
Eu estou desde 2001 na seleção e assim, passando por clubes, eu vi que evoluiu bastante perto do que era e espero que cada vez venha melhorar, não pra mim que logo vou parar. 

E quando você pretende parar?
Não sei quando vou parar, mas já estou com 30 anos, então, eu penso em ser mamãe, então espero que venha melhorar para as meninas mais novas.

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