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ÍDOLO

Leonardo, o Índio Negro, confirma aposentadoria e projeta carreira de técnico

Após marcar seu nome na história do futebol amazonense, Leonardo “Índio Negro” aposenta o arco e flecha e vai em busca de novos caminhos na vida, mas sempre no futebol 29/10/2018 às 15:32 - Atualizado em 30/10/2018 às 08:52
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Maior destaque de Leonardo no futebol amazonense foi com a camisa do Nacional. (Foto: Arquivo/A CRITICA)
Valter Cardoso Manaus (AM)

Foram cinco anos no futebol amazonense, defendendo quatro times diferentes e conquistando três títulos de campeão amazonense. A carreira de Leonardo Rodrigues Thomas, o Índio Negro, foi marcante, mas chegou ao fim. Ao Portal A Crítica, o atacante revelou que decretou a aposentadoria.

Mesmo após brilhar no Campeonato Amazonense do ano passado com a camisa do Rio Negro, o atacante decidiu pendurar as chuteiras, ou melhor, o arco e  fecha. “A verdade é que eu tive um ano de 2017 muito bom. Terminei o estadual como artilheiro do campeonato, com 35 anos de idade, então isso me credenciava a dar continuidade na minha carreira. Mas a falta de estrutura dos clubes, não só no Amazonas, mas em todo o Brasil no geral, me desanimou um pouquinho. Ao voltar para casa eu vinha amadurecendo essa ideia de parar de jogar, eu falei com Deus  e Ele colocou no meu coração que eu podia parar que não ia me deixar desamparado, e eu tomei esta decisão mesmo indo contra minha esposa, minha família e as pessoas que acompanham minha carreira,  porque todos me diziam que eu tinha muita lenha para gastar ainda e eu acredito nisso mas eu tomei essa decisão de parar de jogar futebol”, revelou Leonardo.

A passagem de Leonardo pelo futebol amazonense não pode ser resumida unicamente aos resultados dentro de campo. Fora dele o atacante também virou personagem importante no futebol local. Em 2014, por exemplo, o jogador foi agredido durante uma confusão na final do estadual, onde chegou a receber um chute no rosto. Ainda assim, o agora ex-atacante garante que leva apenas as coisas boas do Amazonas.

“Eu amo futebol amazonense, tenho um carinho muito grande por tudo que passei no futebol amazonense, pelo carinho que recebi dos torcedores, o carinho com a minha esposa, com a minha família, que sempre deram nos momentos que passei aí. As lembranças boas que eu tenho são de 2012, onde eu consegui ser campeão e artilheiro com 14 gols, em 2013 teve a Copa do Brasil onde chegamos às oitavas-de-final, que foi um fato inédito no futebol amazonense, em 2014 teve aquela final da virada histórica do 5 a 1 onde eu quase acabei morrendo. São essas coisas boas que me marcaram muito, os fatos ruins também, mas são coisas que guardamos para sempre no nosso coração, na nossa mente”, garantiu Leonardo.

Para se tornar ídolo no Amazonas, Leonardo precisou superar muitas dificuldade, desde a infância no Rio de Janeiro e hoje pretende ser um exemplo ou até mais do que isso: um verdadeiro professor.

“Eu estou seguindo um novo desafio agora de permanecer no meio do esporte, no futebol, agora fora das quatro linhas, como treinador de futebol. Dei início a minha escolinha de futebol, aqui para as minhas crianças da comunidade aqui. Está sendo um aprendizado muito grande, gratificante, trabalhar com jovens, adolescentes, crianças. Isso tudo é uma preparação né? Para que eu venha a dar seguimento a minha carreira como treinador, em um futuro bem próximo, quem sabe realizar o meu sonho de treinar os clubes por onde eu passei, onde eu tive um carinho muito grande  e eu espero que em um futuro bem próximo eu possa estar realizando também o grande sonho de ser um treinador do Flamengo, da Seleção Brasileira, ou quem sabe no futuro até trabalhar em algum clube do futebol amazonense”, revelou o Índio Negro.

Por falar em sonho, o artilheiro garante: encerra a carreira de cabeça erguida. “Eu tenho muito orgulho da minha carreira, da carreira que tive. Tudo que o futebol proporciona a um jogador de futebol eu pude viver: títulos, artilharia, acesso, ser ídolo de um clube, jogar na Europa. Tudo isso eu pude vivenciar dentro do futebol. Eu sou muito grato a tudo que o futebol me proporcionou, que Deus fez eu realizar através do futebol”, completou.

Muito além dos títulos conquistados ao longo dos anos, Leonardo leva na bagagem emoções vividas nos campos do Barezão.   “No futebol as coisas se esquecem muito rápido, mas isso ninguém vai tirar de mim, isso ninguém vai fazer eu esquecer, vou levar pelo resto da minha vida. Todo carinho, toda alegria, todo apoio, isso foi retribuído dentro de campo até em forma de homenagem, ao colocar o nome de Índio Negro. Isso foi uma forma de homenagear o povo amazonense e eu vou levar isso para o resto da minha vida”, finalizou Leonardo com a categoria semelhante à apresentada em campo.

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