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Lições de amor ao futebol: Histórias emocionantes das jogadoras do EC Iranduba

Disputando o Campeonato Brasileiro, as meninas do Iranduba vieram de longe e enfrentaram várias adversidades para fazer o que mais amam: jogar futebol 15/09/2015 às 18:38
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Atletas do Iranduba jogam nesta quarta-feira (16) no estádio na Colina, Zona Oeste de Manaus
Camila Leonel Manaus (AM)

Há quem diga que futebol é apenasum esporte, ou que são 22 jogadores correndo atrás de uma bola, mas para asjogadoras do time feminino do Iranduba, que disputa o Campeonato Brasileiro Feminino, o futebol representa uma paixão sem limites. E a oportunidade de entrar em campo é parte da realização de um sonho, que para muitas delas vemdesde a infância. Trilhar esse caminho, muitas vezes não é fácil, mas elas vêm driblando as dificuldades com habilidade por um motivo que supera qualquer percalço: jogar futebol.

E elas irão jogar às 20 horas desta quarta-feira (16) no estádio da Colina, Zona Oeste de Manaus, pelasegunda rodada do Brasileirão. O adversário é a Ferroviária, de São Paulo. Ogrupo do Iranduba é considerado o  “grupo da morte” com times como Santos (SP), Ferroviária (SP), Rio Preto (SP) ePinheirense (PA). Elas estão conscientes da “pedreira” que é o grupo, mas osentimento é de tentar dar o seu melhor.

“Realmente o nosso grupo épedreira. Tem dois favoritos: o Santos e a Ferroviária, mas a gente fez o jogolá (em São Paulo contra  Rio Preto) esuportamos até bem a pressão.  Agora já é pensar na segunda partida, que é contra o campeão. Mas nada é impossível.  É acreditar e ir para cima delas”, disse ameia-atacante Bia Roraima, de 22 anos.

O Iranduba disputa o Campeonato Brasileiro com mais 19 times. O Clube Amazonense é o 8° do ranking da CBF

Bia nasceu em Roraima, mas está em Manaus há pouco mais de um mês. A jovem começou no futsal com 14 anos e, aos16, trocou a quadra pelos campos e a paixão pelo esporte é uma coisa que elatraz desde que nasceu. “Eu não me interessei pelo futebol. Isso já nasceu dentro de mim. Desde pequena era só bola, bola, bola e já nasci com isso de querer jogar bola, de sonhar em jogar profissionalmente em algum time e estou atéagora nessa correria por esse sonho”, disse. Apesar de ter perdido a mãe aos 14anos e passado por momentos difíceis, ela nunca desistiu do sonho.

“Eu perdi a minha mãe com 14 anose foi uma fase bem difícil para mim porque perder uma mãe não é fácil, mas eucontinuei. Ela me apoiava e eu tinha muita vontade de estar jogando e a minhamãe me ver porque ela nunca me viu jogar, mas jogar futebol é o meu sonho. Faço isso por amor”, comentou. A jogadora  começou jogando no São Raimundo (RR) compassagens por Atlético Roraima, Progresso até que uma amiga a indicou para o Iranduba.

Bia começou no futsal aos 14 anos e sonha em chegar longe


Craques da terra

Mas não é só de atletas de fora que o Iranduba é formado. Meninas do interior do Amazonas também compõem o aequipe. A mais antiga é a volante e capitã Vanilza, mais conhecida como “Craque”. Com 31 anos, a jogadora quenasceu em Itacoatiara (a 270 km de Manaus) começou a jogar na rua e noscampeonatos femininos que aconteciam na cidade. Em 2010 veio jogar no SãoRaimundo e em 2011 foi para o Iranduba.

E essa paixão é tão forte que elaaté já largou emprego no Distrito Industrial para se dedicar ao futebol.

“Eu gosto muito de futebol,independente se tem apoio ou não, a gente veste a camisa. Mesmo que sejadificultoso e para nós amazonense é. O meu negócio é o futebol, não é grana.Pode ser dificultoso, mas nós estamos lá a gente vamos juntos, vamos buscandoresultados”, disse.

Já para Carine Barbosa, 22, osacrifício a fazer foi deixar a sua filha, a pequena Ana Sofia, de três anos,em Maués (a 268 km de Manaus). A centroavante diz que começou a jogar nos time sem Maués e através de uma peneira chegou ao Iranduba. Mas junto com o conviteveio a difícil decisão: se separar da filha, que ficou com a avó paterna. “Eupensei em parar de jogar, mas acabou aparecendo essa oportunidade e como o  futebol está no sangue e não tive comorecusar”, disse.

Paixão sem fronteiras

Outra jogadora que veio de fora foia zagueira venezuelana Kristina Sevilla, de 29 anos. Jogadora desde os 17, elasempre teve uma proximidade com os esportes, mas em vez dos gramados, Kristinacomeçou nos tatames. A venezuelana da cidade de Sevilla é  faixa-preta de caratê. Antes do futebol, elatambém passou pelo beiseboll, esporte mais popular no país, até que, aos 17anos, começou a jogar futebol.

“Comecei  jogando num clube no meu Estado, Carabó, e na liga de futebol feminino e fui para outra cidade. O meu time foi jogar em BoaVista e lá entrei em contato com o professor de Manaus e joguei em 2013 oCampeonato Amazonense”, explicou. Mesmo estando em outro país, a jogadora falaque sempre gostou do Brasil. “Foi uma experiência muito boa, conhecer outracultura, tentar falar a língua daqui É um pouquinho complicado mas eu gosto.Deixar a família lá foi um pouquinho complicado, mas fico tranquila porque elesestão lá me apoiando”, contou. Ela explicou ainda que no Brasil o apoio aofutebol é maior do que em seu país.

Outra jogadora que veio de fora foi a zagueira venezuelana Kristina Sevilla, de 29 anos. Jogadora desde os 17, ela sempre teve uma proximidade com os esportes, mas em vez dos gramados, Kristina começou nos tatames. A venezuelana da cidade de Sevilla é  faixa-preta de caratê. Antes do futebol, ela também passou pelo beiseboll, esporte mais popular no país, até que, aos 17 anos, começou a jogar futebol.
“Comecei  jogando num clube no meu Estado, Carabó, e na liga de futebol feminino e fui para outra cidade. O meu time foi jogar em Boa Vista e lá entrei em contato com o professor de Manaus e joguei em 2013 o Campeonato Amazonense”, explicou. Mesmo estando em outro país, a jogadora fala que sempre gostou do Brasil. “Foi uma experiência muito boa, conhecer outra cultura, tentar falar a língua daqui É um pouquinho complicado mas eu gosto. Deixar a família lá foi um pouquinho complicado, mas fico tranquila porque eles estão lá me apoiando”, contou. Ela explicou ainda que no Brasil o apoio ao futebol é maior do que em seu país.
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