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COPA DO MUNDO

Liderada por Mbappé, França pode manter domínio do futebol mundial por anos

Aos 19 anos, Mbappé se tornou apenas o segundo jogador de menos de 20 anos a fazer gols em uma decisão de Mundial, depois de Pelé 16/07/2018 às 10:41
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Atacante francês Mbappé comemora com a taça da Copa do Mundo (Foto: REUTERS/Kai Pfaffenbach)
Reuters

Quando o jovem Kylian Mbappé marcou o quarto gol da França na final da Copa do Mundo contra a Croácia, muitos passaram a acreditar que o atacante francês pode seguir o caminho das seleções brasileiras dominantes lideradas por Pelé.

Aos 19 anos, Mbappé se tornou apenas o segundo jogador de menos de 20 anos a fazer gols em uma decisão de Mundial, depois de Pelé, quando uma seleção francesa repleta de jovens talentos superou uma Croácia resistente com um placar de 4 x 2 e conquistou o maior troféu do futebol pela segunda vez na história, 20 anos após seu primeiro triunfo.

Pelé o fez aos 17 anos de idade em 1958, iniciando um período de predominância que levou o Brasil a conquistar três títulos de Copa do Mundo em um intervalo de 12 anos (1958, 1962 e 1970), que culminou com uma vitória incontestável sobre a Itália na final da Copa de 1970.

Embora se compare cada vez mais Mbappé a Pelé, o parisiense ainda tem muito a fazer antes de chegar sequer perto de rivalizar com as conquistas do brasileiro.

Mas o precoce Mbappé pode ser um dos pilares de uma seleção francesa com potencial para dominar o futebol mundial da maneira que Pelé e seus colegas de equipe fizeram entre o final dos anos 1950 e 1970.

Ao lado de Antoine Griezmann, eleito o melhor da partida na final de domingo em Moscou, no ataque, Paul Pogba na sala de máquinas do meio-campo e os imponentes Samuel Umtiti e Raphael Varane na defesa, a França tem uma fundação firme para se desenvolver.

O elenco que enviou à Rússia tem uma idade média de 26 anos e uma abundância de jogadores de alto nível, mas a maneira como o time administrou o torneio com inteligência e firmeza dá ainda mais motivos para ser otimista em relação ao futuro.

Os franceses foram eficientes, calculistas e inteligentes, e mandaram na maioria das partidas sem dar grandes mostras de virtuosismo.

Em todos os sete jogos que disputou, a seleção teve uma média de 48 por cento de posse de bola.

Taticamente ela soube se adaptar ao longo do torneio e mostrar flexibilidade — a marca registrada de um elenco bem-sucedido.

Suas chances de manter uma sequência de vitórias também aumentam com o fato de o técnico Didier Deschamps, muito popular com seus jogadores, continuar no cargo por no mínimo mais dois anos.

Ele tem contrato até a Euro 2020, mas, com tanto potencial para aproveitar, certamente ficará tentado a se manter no emprego além disso.

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