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Longa reforma na Mini Vila Olímpica do Coroado está prejudicando a comunidade

A obra iniciada em janeiro, tinha previsão de ser entregue no mês de junho, mas, ainda está de portas fechadas 14/11/2014 às 15:11
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Obra deveria ter sido concluída em junho, mas atrasou e só fez aumentar a agonia das pessoas que frequentavam o espaço
alírio lucas ---

A prática de esporte proporciona diversos efeitos positivos à saúde. Após começar a nadar, a dona de casa Lucimar da Silva Ramos, 64 já havia conseguido amenizar os efeitos de sua osteoporose e diabetes. Mas, assim como outros moradores do bairro Coroado e adjacências, Lucimar tem sofrido na pele com a demora da reforma do Complexo da Mini Vila Olímpica do bairro. A obra iniciada em janeiro, tinha previsão de ser entregue no mês de junho, mas, ainda está de portas fechadas.

Sem o local de desporto, a dona de casa abandonou os treinos de natação, que até então eram realizados no espaço. Com a ausência do esporte em sua vida, Lucimar voltou a ter problemas de saúde, como a osteoporose, que compromete todos os ossos do corpo. “Eu me sentia muito melhor quando fazia a natação, que era uma recomendação médica, pelo fato de sofrer de osteoporose. Além dessa doença, sou também diabética e de outros problemas que comprometem meus ossos. A Vila fica próximo de casa, mas com ela fechada, não pratiquei mais nada e voltei a ter problemas de saúde”, desabafou. “Tenho 64 anos e não posso mais ficar andando tanto assim. A minha esperança é que a piscina da Vila volte a funcionar logo, pois só eu sei como sofre por conta das minhas complicações de saúde”, ponderou Lucimar.

A distância para praticar esporte também se tornou um desafio para o estudante Igor Ramos, 16. Antes, em companhia dos amigos, ele jogava bola no campo da Mini Vila, mas com a reforma precisa andar pelo menos 40 minutos, arriscando-se, como o próprio descreve, para não deixar de bater uma bola. “Treinava antes no campo da Vila, mas eles entraram em reforma e nada foi entregue até agora. A cada dois meses venho aqui com meus amigos perguntar e eles nunca sabem dizer nada. Sem o local, temos que ir andando, se arriscando por essa pista (Cosme Ferreira) até chegar ao Campo que fica no bairro vizinho. Fazemos o trajeto longo, que dura mais de 30 minutos, todos os dias”, contou o estudante.

O filho, de 11 anos, e sobrinho, de 14, da cozinheira Arlene Santos, 45, também estão sem praticar esporte desde que a Mini Vila entrou em reforma. Segundo ela, quando eles ainda praticavam o desporto, ela conseguia trabalhar mais sossegada, pois sabia que seus pupilos não estariam nas ruas. “Quando eles treinavam sabia que eles não estariam na rua. Agora, eles só estudam e preciso ficar marcando mais de perto. A Vila fechada prejudica todos nós”, destacou.

Semjel faz nova promessa

O diretor de esporte da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel), Thiago Durante, disse à reportagem que a mini Vila do Coroado só deve ser entregue a população em janeiro de 2015. Ele explicou o longo atraso. “Precisamos construir uma divisão entre a Vila e o estádio (Carlos Zamith) e fazer a pista de atletismo ao redor do espaço, além dos equipamentos das piscinas ainda precisam ser instalados”, disse Thiago. Ele garantiu que as atividades no local serão gratuitas. Mas, enquanto isto, a comunidade vai continuar a ver navios.

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