Domingo, 24 de Janeiro de 2021
FUTEBOL

Longe de casa, Fast encara Novorizontino-SP em busca do acesso

Após perder o jogo de ida para o Novorizontino por 1 a 0, Fast precisa derrotar o adversário, fora de casa, para conquistar o tão sonhado acesso à Série C



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09/01/2021 às 15:06

Neste domingo (10), o Fast encara o Novorizontino-SP valendo o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro de 2021. Em desvantagem após perder o jogo de ida, na Arena, por 1 a 0, o Tricolor de Aço viveu semana mais calma em relação à anterior, quando fatos de fora das quatro linhas abalaram a equipe.

Além de oito atletas terem desfalcado a equipe no jogo de ida, por estarem com Covid-19, o falecimento da filha de Ricardo Lecheva - que nasceu sem vida - afastou o treinador das atividades da semana. Não à toa, o Rolo Compressor - que ainda não havia perdido em casa - sofreu sua primeira derrota em seus domínios na competição.

“Ali foi um erro coletivo de marcação. No início da jogada, no escanteio, a bola veio baixa e a gente não conseguiu tirar. Eu ainda consegui fazer a defesa, mas houve o rebote e a gente afastou a bola mal e, no cruzamento, a bola sobrou no segundo pau, no pé do atacante deles e ele foi feliz na finalização” comenta o goleiro Alencar, relembrando o gol marcado pela equipe adversária.

O lance narrado por Alencar foi o único em que, de fato, o Novorizontino causou perigo no primeiro tempo. Na etapa final, com o Fast mais aberto, a defesa trabalhou mais. Porém, se considerarmos os desfalques da equipe amazonense, podemos dizer que a derrota pelo placar mínimo não foi o pior dos resultados. E para o goleiro, a pressão é a mesma.

“Em todos os jogos nós sabíamos que a gente tinha que ganhar para poder avançar e, mais uma vez, a gente vai atrás. Infelizmente perdemos o jogo aqui, mas temos totais condições de chegar lá e reverter essas situações, indo para os pênaltis ou até ganhando (no tempo normal). Fácil não vai ser, assim como não foi nos outros jogos” finaliza Alencar.

Pontaria calibrada

Após passar em branco no jogo de ida, o Fast teve uma semana cheia para trabalhar finalizações. Mais uma vez sem o artilheiro Daivison - com lesão no dorso do pé esquerdo –, o Tricolor aposta suas fichas em Mateus Oliveira. O centroavante, que chegou a menos de dois meses no time, acabou assumindo a titularidade da equipe.

Um dos mais experientes entre os jogadores e com o acesso do Manaus FC em 2019 no currículo - sendo um dos artilheiros do Gavião -, Mateus comenta sobre o que muda do último acesso para as condições que compõem o cenário fastiano.

“A diferença em relação ao ano passado (2019) é que a desvantagem do primeiro jogo foi fora de casa, onde depois viemos para decidir em nosso território e, esse ano, se inverteu. É difícil, a equipe deles é qualificada, mas é um jogo de 180 minutos e, como foi no passado, vamos tentar reverter” disse Mateus, dando o “caminho das pedras” para tentar reverter o placar adverso que o Fast carrega na bagagem.

“É trabalhar durante a semana, chegar no jogo para fazer o que o Lecheva pede e ter mais frieza, principalmente na hora de ‘matar’, porque nesse último jogo, perdemos uns gols que estão fazendo falta. A equipe lá é boa, mas a nossa também é muito qualificada e mostramos isso no último jogo”, finaliza o centroavante.

Vencer ou vencer

Precisando vencer por no mínimo dois gols de diferença para avançar de forma direta, o Fast conta com o retorno de seis atletas, após se recuperarem da Covid-19: o zagueiro Spice, o lateral-direito Bernardo, o volante Márcio Passos, o meia Janeudo e os atacantes Ronan e Negueba. Em caso de vitória simples do Tricolor, o classificado será definido após penalidades.

O duelo decisivo, válido pelas quartas de final do Brasileirão - Série D, acontece no domingo (10), às 15h (horário de Manaus), no estádio Jorjão.



João Felipe

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