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DO OUTRO LADO DO MUNDO

Lutador amazonense, Ronys Torres vai lutar em franquia na Coréia do Sul

Um milhão de dólares é quanto o vencedor do GP vai ganhar. A primeira luta do casca grossa amazonense é neste sábado (11) 09/02/2017 às 05:00
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Ronys embarcou para a Coréia nesta semana e encarou uma maratona de 22 horas de voo. Ele enfrenta lutador do Casaquistão. Foto: Arquivo pessoal
Wal Lima Manaus

O lutador Ronys Torres entrou em uma disputa milionária do outro lado do planeta. O amazonense é um dos sete brasileiros na disputa pelo prêmio de 1 milhão de dólares (aproximadamente de R$ 3,1 milhões) oferecido no evento “Road FC”, uma das principais franquias da Coréia do Sul.

Fazia tempo que o atleta de Manacapuru (a 73 quilômetros de Manaus) aguardava por mais um grande duelo em sua carreira. O primeiro combate de Ronys acontece neste sábado, dia 11, às 5h (horário de Manaus). “Irei lutar com toda garra nesse evento e vou dar o meu melhor na busca deste grande prêmio”, contou o casca grossa.

As disputas no Road FC acontecem ao longo de um ano. Para que o lutador conquiste o cobiçado prêmio de 1 milhão de dólares, ele precisa derrotar sete adversários. Na linguagem do futebol, cada luta é uma espécie de “mata-mata”. As rodadas de combates acontecem a cada dois meses. O primeiro adversário de Ronys será Ermek Tlauov, que é representante do Cazaquistão. Sincero, Torres disse que nunca tinha ouvido falar do oponente, mas, que já assistiu vários vídeos de Tlauov. ““Quando fecharam minha luta com ele, comecei ver todas as lutas na internet e analisar os pontos fortes e fracos do Ermek. Já sei qual estratégia vou utilizar. Ele vem de 10 vitórias seguidas e o forte dele é no chão, mas eu tenho certeza que meu jiu-jítsu é melhor que o dele (risos)”, destacou Ronys.

O casca grossa amazonense diz que ainda não pensa na premiação milionária, embora saiba que ela seria capaz de mudar a sua vida. “Ainda falta muito para eu chegar na reta final do GP. É claro que é uma premiação motivadora. Espero ter a chance de chegar mais perto dele a cada luta”, argumentou.

Mas, se porventura conquistar o título, Ronys diz que irá combater seu maior adversário na vida, que é a saudade de sua família que mora em Manaus e no município de Manacapuru (AM). “Fazia muito tempo que tava esperando para lutar num evento grande como o Road FC, e se eu faturar esse prêmio de 1 milhão de dólares, certamente irei voltar para o Amazonas e ficar ao lado da minha família. Como sempre digo, meu principal adversário de todos é ter que aguentar a saudade da minha filha e minha mãe, enquanto estou no Rio de Janeiro”, pontuou o lutador.

Dieta rigorosa
A viagem de Ronys Torres  até a Coréia do Sul foi bem longa. Ao todo, foram mais de 17 mil quilômetros percorridos em quase 22 horas de voo. Mas, a distância não foi um problema para a dieta do amazonense. Ele foi “equipado” para o continente asiático, e chegou a levar até um pequeno fogão em sua bagagem. “Não quis arriscar a comer algo tão diferente antes da luta. Depois da vitória, quero muito conhecer a culinária sul-coreana. Mas na dúvida, vim equipado,e trouxe minha bagagem turbinada de batata doce, macarrão, sardinha em lata, café, molho de tomate e tudo o que como depois da pesagem, além de um pequeno fogão móvel”, revelou Ronys.

Como que surgiu a oportunidade de lutar no Road FC?
Um empresário americano entrou em contato comigo pelas redes sociais e perguntou se eu gostaria que ele fosse meu empresário na Ásia, já me lançando a oportunidade de faturar 1 milhão de dólares no Road FC. Foi quando eu disse que se ele encaixasse nas disputas, eu toparia. No mesmo dia, ele já me deu retorno, declarando que eu estava confirmado na franquia. Em seguida, falei com meu treinador e empresário Dedé Pederneiras e ele me deu a liberdade para lutar.

Ronys, conta um pouco das suas dificuldades com o fuso horário ai na Coréia do Sul. Isso tem sido uma barreira para você?
Não, pelo contrário. Pois já tinha feito uma viagem ao Japão há alguns anos e desde esta ida ao continente asiático. meu sono nunca mais foi o mesmo. E por incrível que pareça, aqui na Coréia, meu sono está ótimo.

Conte um pouco da sua experiência na Coréia do Sul. O você encontrou de mais inusitado no local.
Não tive muito tempo de conhecer o país, pois no momento estou perdendo peso para luta, mas o pouco que vi enquanto a tecnologia, é algo fora do comum. O banheiro do hotel que estou tem vários botões, a academia com uma estrutura enorme com várias saunas, banheiras com água morna e outra totalmente gelada, além de vários instrutores para fazer massagem e alongamento. Eles dão todo o suporte que o atleta necessita.

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