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National Pro

Lutadores partem para a ação no Brazil National Pro de Jiu-Jítsu, em Manaus

Vencedores, iniciantes e veteranos estão ansiosos para a competição, que premiará os campeões com o Free pass para competir o World Pro, em Abu Dhabi. (Foto: Evandro Seixas) 11/02/2017 às 05:00
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Os campeões de sua respectivas categorias integrarão a primeira seleção brasileira de Jiu-Jítsu, que irá disputar o World Pro da modalidade, com tudo pago. (Foto: Evandro Seixas)
Jéssica Santos Manaus (AM)

Neste sábado e domingo, 11 e 12, acontece o Brazil National Pro de Jiu-Jítsu, na Arena Amadeu Teixeira, localizada na Loris Cordovil, a partir das 9h. A competição premiará os campeões com vaga na inédita seleção brasileira de Jiu-Jítsu, e eles também serão recompensados com um pacote de viagem para o World Pro de Jiu-Jítsu (WPJJ), que acontecerá no mês de abril, em Abu Dhabi.

Com tamanha premiação, 1.500 atletas se inscreveram para o World Pro, sendo cerca de 100 lutadores de outros Estados, em busca do sonho de conquistar a vitória. Entre eles, estão os competidores da Academia Gracie Barra Amazonas, localizada no Aleixo.

O jovem lutador Michael Carvalho, 21, está ansioso para disputar o National Pro. Ele treina há quatro anos, já participou de campeonato brasileiro e sul-americano, mas esta será sua primeira seletiva para o World Pro. “Eu tô treinando o máximo que eu posso, vou dar meu melhor lá, e já tenho algumas estratégias em mente que o sensei Henrique Machado passou para mim, para o momento da luta. Esse campeonato é uma oportunidade que nem sempre a gente tem”, afirma.

Memórias de quem chegou lá

Victor César venceu sua categoria, e participou do World Pro, no ano de 2011. (Foto: Evandro Seixas)

Há um lutador na Academia Gracie Barra Amazonas que inspira os demais por já ter conseguido lutar no campeonato dos Emirados Árabes. Victor César, 21, já esteve onde todos os lutadores de jiu-jítsu querem estar: disputando o World Pro. Em 2011, Victor tinha 16 anos quando venceu a seletiva, e viajou para o World Pro, em Abu Dabhi. “Logo que me classifiquei, fui morar na academia para aumentar a carga de treinos”, disse. Ele lembra com nostalgia da experiência de lutar com os melhores do mundo, nos Emirados Árabes. “Foi incrível, somos tratados como heróis lá, e a experiência de lutar com os melhores é ótima; você convive com pessoas do mundo todo, luta com pessoas de todos os continentes, então é incrível, o evento é coisa de outro mundo, só quem já foi sabe do que eu estou falando”, relembra, ele.

Disputando a categoria até 76 kg, na época, Victor ficou entre os oito melhores, perdendo nas quartas-de-final. E, em busca de disputar novamente o World Pro, ele conta que aprendizado trouxe de Abu Dabhi. “Com trabalho duro e persistência, a gente consegue chegar aonde se deseja, e lá foi um aprendizado, vi que dá para viver da luta, só não é fácil e nunca vai ser. Eu espero voltar lá, estou me preparando e, da próxima vez, quero trazer a dourada comigo”, revela. Mas dessa vez, Victor ficará de fora da disputa. “Me machuquei há pouco tempo, e não consegui me recuperar ainda”, disse o lutador.

Esperança de vitória

Samir Bastos tem se destacado na sua categoria, e aposta no National Pro para alçar novos voos no Jiu-Jítsu. (Foto: Evandro Seixas)

Samir Bastos, 32, foi o melhor de 2016 na categoria Máster I Pesado (até 94 kg), sagrando-se campeão em todos os eventos que aconteceram em Manaus ano passado. Vivendo um momento bom, ele deposita sua confiança na oportunidade de ser o melhor também no Brazil National Pro, em Manaus. “Temos nos preparando bastante, sempre treinamos forte e, como fui muito bem na temporada passada, vi a oportunidade de lutar bem e ser campeão, porque eu entro nos eventos para ser o primeiro sempre”, disse, Samir.

Amigo de Victor, Samir afirma que é motivador ter um parceiro de equipe que já venceu a seletiva e chegou ao World Pro de Jiu-Jítsu.  “É uma inspiração ter um colega nosso que já chegou ao World pro; sabemos que é um evento bem organizado, a premiação incentiva bastante, e a vontade é de vencer para ir a Abu Dabhi”, disse ele.

Samir sempre lutou, mas ficou cerca de quinze anos longe do esporte até voltar quatro anos e meio atrás, trazendo com ele seu herdeiro, Samir Filho, que é campeão brasileiro da modalidade. “Me dei conta de que o que eu quero é praticar Jiu-Jítsu a vida toda, participar dos campeonatos, e meu filho também têm colhido frutos graças aos ensinamentos do nosso Sensei Henrique Machado, que nos ensina não apenas as artes marciais, mas ensinamentos para a vida”, explicou.

A competição

Dez categorias estarão em disputa no National Pro, incluindo divisões da faixa branca a preta, Infantil (a partir dos 10 anos) até Master 2 (acima de 36 anos). O tempo de luta será de três a cinco minutos, dependendo da categoria e apenas os kimonos de cores branca, azul e preta serão aceitos na competição.

Apenas 55 atletas vão compor a primeira seleção brasileira que vai ao World Pro. Eles ganharão quimonos com a bandeira do Brasil, e serão acompanhados por uma equipe multidisciplinar, incluindo o respeitado técnico Zé Mario Sperry, e mais dois fisioterapeutas, dois nutricionistas, um médico e um auxiliar técnico.

Os 55 ganhadores do National, sendo 35 homens e 20 mulheres, também serão contemplados com o free pass para a disputa do Abu Dhabi World Pro em abril, que proporciona ao competidor entrada e inscrição no mundial, viagem área ida e volta para a capital dos Emirados Árabes, hotel, transporte, refeições e camisa exclusiva do evento, somando mais de U$ 80 mil dólares em prêmios. Todos as premiações são uma parceria entre Governo Federal, via Ministério do Esporte, e a Federação Brasileira de Jiu-Jítsu (FBJJ).

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