Publicidade
Esportes
DIA DOS NAMORADOS

Lutas e romance: conheça a história de amor de Whitney e Dagoberto, 'The Jungle Boy’

Whitney Paloma e Dagoberto se conheceram por acaso. A atração virou romance e, além do amor um pelo outro, eles carregam o sentimento forte pelas artes marciais. 11/06/2017 às 05:00 - Atualizado em 11/06/2017 às 18:17
Show  asl5525
Whitney Paloma e Dagoberto da Costa são um casal de lutadores diferente. Ela é do karatê e ele do MMA. (Fotos: Antônio Lima/A crítica)
Jéssica Santos Manaus (AM)

Nas vésperas do dia dos namorados, vamos conhecer a história de Whitney Paloma, 21, e Dagoberto ‘The Jungle boy’ da Costa, 23, grandes lutadores do Amazonas que, de forma improvável, encontraram um no outro o amor verdadeiro. Ela luta karatê e é destaque no esporte; ele é lutador de MMA, com sete vitórias em sete lutas, e os dois, apaixonados por todo tipo de combate, acabaram entrando em total harmonia.

Eles estão juntos há um ano e cinco meses, viajam com frequência para competir, e contam que se conheceram no aeroporto. “A primeira vez que eu a vi foi no aeroporto de Guarulhos, mas eu não a conhecia, não sabia que ela era de Manaus. Passou um tempo, até que vi uma foto dela na internet, e a chamei no bate-papo, onde começamos a conversar bastante até marcarmos um jantar, e foi como tudo começou”, relembra Dagoberto.

O lutador conta que ficou impressionado quando soube que Whitney também lutava. “Lembro que fiquei bem contente quando vi que ela era do karatê”. E Whitney confessa ter ficado surpresa quando Dagoberto a procurou. “Nós só trocamos olhares no aeroporto. Depois, ele me chamou para conversar, e isso foi na época em que eu estava mais focada nas competições, mas, como eu já tinha me interessado quando o vi pela primeira vez, começamos a conversar bastante, e eu sou muito ocupada, mas passei a buscar mais tempo para ficar com ele”.

Amor a toda prova

Whitney tem uma filhinha de dois anos e meio chamada Nicole, e Dagoberto, apesar de não ser o pai biológico, é muito ligado à criança. “Quando eu conheci a Whitney, a Nicole era bem pequena, então, hoje, eu me sinto o paizão dela, chego em casa, e ela logo fala: - pai, pai! Não dá nem para explicar a sensação disso, e o que mata é a saudade delas quando estou viajando. Posso dizer que a Whitney e a neném me dão forças para continuar”, conta Dagoberto.
“Agora, ele e a neném estão muito ligados. A Nicole sempre quer o pai dela, e ela é ciumenta. Eu chamo o Dagoberto de ‘pai’, e ele me chama de ‘mãe’, porque ela não aceita que eu o chame de ‘amor’. Amor, não. Pai!”, afirma Whitney.
Mas nem sempre foi assim.“Quando o conheci, fiquei com receio de apresentar a neném, porque eu não sabia se ia dar certo, e acabou sendo incrível porque desde o início ela já gostou dele e a primeira palavra que disse foi ‘pai’, sem ensinarmos”, disse Whitney.

Dura rotina

Whitney estuda direito, faz estágio, treina, precisa cuidar da filha e ainda dar atenção ao namorado, que também é bem ocupado. “Eu me dedico integralmente ao MMA, treino de manhã, de tarde e de noite, e só posso ver a Whitney depois das 21h. Além disso, tem as viagens para treinos e lutas. Ano passado, perdi o natal e até o aniversário da neném porque passei quatro meses no México, e agora vou para uma temporada nos Estados unidos. É difícil, mas somos fortes”, conta. “Temos pouco tempo para ficar juntos, mas sempre damos um jeitinho”, afirma Whitney.

Iguais na parceria, diferentes na hora do combate

Os dois são loucos por combates, mas no relacionamento raramente brigam. “Eu me estresso rápido, mas quando brigamos não é sério, e ele leva tudo na brincadeira, fica rindo e logo quer voltar às boas, não passa de um dia, não conseguimos dormir brigados”, disse Whitney.

Apesar de virem de esportes diferentes, Whitney e Dagoberto dão uma de professores e ensinam suas técnicas um para o outro. “Eu sempre busco aprender novas artes, e ela me ajuda. O karatê dela hoje está sendo essencial para mim. Além disso, ela está me colocando na linha, sempre dizendo para eu não comer besteira e seguir a dieta”, afirma Dagoberto. Whitney conta que seu namorado também tem ajudado bastante. “No karatê, é preciso realizar a queda do adversário rapidamente, e eu tinha déficit nisso, até que comecei a ir à academia dele, e ele passou a me ensinar queda, até eu aprender”, ressalta Whitney.

E se os dois são iguais na hora de se ajudarem, ela afirma que eles são bem diferentes na hora de competir e de torcer. “Eu fico preocupada, nervosa, pesquiso tudo sobre minhas adversárias e sobre os dele também; enquanto ele, fica tranquilo e sempre sorrindo, até antes das lutas, mas vai lá, ganha, e vai embora. Quando a luta acaba ele quer ir pra casa, enquanto eu gosto de assistir ao campeonato do início ao fim, pois aprendo muito assim”, disse Whitney.

Publicidade
Publicidade