Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019
Craque

Mãe de José Aldo tem apelido pouco carinhoso para adversário do filho, o irlandês McGregor

Dona Rocilene ficou à vontade em entrevista para o CRAQUE e, bem à sua maneira, falou tudo o que pensa do adversário "que perturba demais" o filho lutador



1.jpg Mãe de José Aldo recebeu reportagem do CRAQUE em sua casa
11/12/2015 às 18:23

Às vésperas da luta mais importante na carreira do filho, Dona Rocilene dizia que não, mas até que aparentava estar tranquila. Parecia confiar numa espécie de teimosia do caçula que, como ela diz, vai até o fim em tudo que faz. Mas também parecia confiar em Deus, para quem ela começa a orar assim que Aldo entra no octógono, se isolando no quarto e ignorando completamente a televisão. Só assiste a luta depois, quando já sabe da vitória. “Eu lá quero ver meu filho apanhando”, justifica a progenitora do melhor peso pena da história do UFC.

Em sua oitava defesa de cinturão, o rei dos pesos pena no Ultimate enfrenta o irlandês Conor McGregor, neste sábado, no MGM Garden Arena, em Las Vegas, num evento que bateu os recordes de investimento da maior organização de MMA do mundo. Além do enorme talento e repertório técnico do amazonense, assim como a indiscutível qualidade do atual detentor do cinturão interino, ajudou a promover o UFC 194 a língua afiada do oponente, que por vezes tirou Aldo do sério na campanha de promoção da luta.



“Aquele cara é um cri-cri, aquele demônio!”, reclama Dona Rocilene, fazendo rir à reportagem, e confessando um apelido bem pouco carinhoso criado para o adversário de Aldo. “Pra mim, aquele homem é um psicopata. Um “cara de cão”, eu chamo ele assim. Ele faz tudo pra mexer com o psicológico do meu filho. Na última vez que ele veio aqui eu falei: “meu filho, aquele cara te perturba demais, aquele ‘cara de cão’. Tu não fica perturbado? Ele: “não mamãe, não estou nem aí, ele só faz isso pra dar 'ibope'", conta, com orgulho, a mãe do último campeão hegemônico do UFC.

Por dentro do jogo

Mas engana-se quem pensa que Dona Rocilene passa como leiga na história. Pelo contrário: ela acompanha o noticiário e toda a publicidade em torno da luta. E tem opinião sobre tudo. Ainda sobre Mc Gregor, ela diz: "Esse cara vai perder, em nome de Jesus. Ele disse que se Jesus ressuscitar ele bate em Jesus. Vocês assistiram na Internet? Eu fiquei horrorizada quando eu ouvi aquilo. Aquele homem... ele é horrível aquele homem! Ele tem uma canelona enorme assim, quase dois metros só de canela", conta, mostrando que está por dentro e recordando outros momentos de provocação entre os lutadores.

"Você viu a última luta, que ele lutou com o Chad Mendes? Ele desceu foi lá onde meu filho tava sentado só pra encrencar com ele!”, reclama. “E naquele dia que ele tomou o cinturão? Meu filho fez assim pra ele", diz ela, parcialmente imitando o gesto de Aldo, mas com o indicador, no pudor de não sem usar o dedo médio.

E de repente, como que levada por um sentimento inerente às mãe exiladas dos filhos, Dona Rocilene faz uma pausa melancólica, respira funda e lamenta. "Tá sofrendo o meu bichinho" diz ela, sabendo que  aesta altura Aldo já entrava no árduo processo de perda de peso, em Las Vegas. “O maior adversário os lutadores é a perda de peso", explica, referindo-se as horas de pouca comida, líquido e muito calor e mal estar e provando que as crias, por mais fortes que sejam, despertam o mesmíssimo sentimento de proteção em todas as mães. Se cuida, Mc Gregor!


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