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Maestro do Leão em 2013, 'Zidanilo' quer ter mais uma passagem marcante pelo clube

Adorado pelos torcedores azulinos, Danilo Rios fala sobre a volta para o Nacional e o sonho de sair da última divisão do Campeonato Amazonense 24/05/2015 às 08:18
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Meia Danilo Rios é uma das esperanças de acesso para Série C
Anderson Silva Manaus (AM)

Não é de hoje que o futebol do Amazonas carece de ídolos. Delmo, do São Raimundo, foi o último grande herói do futebol local. É, mas ele se aposentou em 2010. De lá pra cá...

Esta história, porém, começou a mudar no ano de 2013, graças a um camisa 10 de talento nato, pouco cabelo e muita simpatia.

Foi assim que Danilo Rios, ou melhor, ‘Zidanilo Rios’ conquistou a torcida do Leão.

Mas o início de tudo não foi nada fácil para DR10. Contratado por indicação do técnico Francisco Diá, Rios fez parte de um elenco que demorou a engrenar no Barezão daquele ano.

O resultado disso, todo mundo que conhece o futebol amazonense já deve imaginar... Francisco Diá foi demitido. E quem foi contratado para substituir o treinador? Se você conhece o futebol do Amazonas também certamente já sabe a resposta... E se você pensou em Aderbal Lana, acertou na mosca.

Danilo, que não vinha rendendo no time, quase foi dispensado, mas Lana resolveu dar uma chance ao meia. Gostou tanto do que viu nos treinos que transformou Rios em seu titular absoluto. O resultado foi a inesquecível campanha do Leão na Copa do Brasil de 2013, quando time chegou à quarta fase, feito inédito para um time amazonense.

O problema é que o sucesso que o time obteve na Copa do Brasil não se repetiu na Série D. E você que está lendo esta matéria - se conhece de futebol amazonense - já deve imaginar o que aconteceu depois... Isso mesmo, Lana foi mandado embora, contrataram um técnico chamado Léo Goiano que tratou de colocar DR10 no banco por achar que o meia não era “tão bom na marcação”. Bismarck foi o escolhido para substituí-lo.

O resultado disso? Uma amarga eliminação diante do Salgueiro-PE, logo no primeiro mata-mata da Série D. 

Mesmo com a eliminação, DR10 marcou sua passagem no coração da torcida. Agora, ele está de volta ao clube para tentar escrever um novo capítulo. Quem sabe agora, com um final mais feliz. E ‘Zidanilo’ concedeu uma entrevista ao CRAQUE para falar sobre suas expectativas neste retorno.

Já deu tempo para o DR10 conhecer o grupo?

Já conheço alguns: o Lídio, Luan, Denis e o Léo estavam aqui em 2013. O Maurício (Leal) eu já joguei com ele no Guarani de Campinas (SP). Está sendo legal, todo mundo me recebeu super bem, o grupo é bastante alegre, dá para perceber que o clima é bem agradável. Agora é entrosar e conhecer mais cada um para a gente na Série D estar afiado e fazer um grande campeonato.

Como foi receber o carinho da torcida?

É uma alegria muito grande, fiquei muito feliz com a recepção da torcida isso me dá mais motivação para trabalhar bastante e conquistar o acesso. Sabemos que o objetivo do clube é o Campeonato Amazonense e temos que trabalhar em cima disso e pensar depois na Série D, mesmo que esteja chegando reforços.

Qual sentimento que você tem pelo Nacional?

Eu tenho o sentimento muito grande com o Naça, sentimento de carinho. Criei um relacionamento muito bom, de muito respeito e admiração com todos, então, estou muito feliz nessa volta e vou trabalhar bastante para conquistar o objetivo que é o acesso.

O que mudou neste tempo distante de Manaus?

Pelo que estou vendo a estrutura está bem melhor. Na minha vida mudaram algumas coisas que faz a gente amadurecer... Espero ter melhorado (risos)

Depois que você saiu do Nacional, como foi o trabalho em outros clubes?

No Fortaleza foi muito bom, gostei bastante do clube e da minha passagem por lá. No Remo foi difícil, triste por tudo o que aconteceu e... No Maringá foi boa e proveitosa. Foi uma experiência muito boa na minha vida o Campeonato Paranaense.

O que o time de 2013 pode ensinar  de lição para o time de 2015?

É tirar de lição as coisas boas e os jogos bons que fizemos. Também tem o empenho de jogar de igual para igual. As coisas ruins... É não deixar cair nenhum momento e por um vacilo naquele ano acabamos não subindo.

A Copa do Brasil atrapalhou na Série D?

A Copa do Brasil foi proveitosa para o clube e foi histórico, e não se pode dizer que aquilo foi ruim. Acabou que o Nacional ficou bem mais visto depois de 2013, muito por conta da Copa do Brasil. Então vejo isso com bons olhos e na verdade foi um momento de deslize o jogo contra o Salgueiro-PE que acabamos jogando tudo por água abaixo.

Existe mágoa com o ex-técnico do Nacional Léo Goiano, que chegou e lhe pôs no banco?

Eu procuro não guardar mágoas. A questão do Léo Goiano não foi ele ter me botado no banco, foi a maneira como conduziu as coisas. O principal erro dele foi quando, praticamente aos 15 minutos do primeiro tempo, o time estava perdendo e me mandou ir a campo e foi totalmente contraditório. Não foi só comigo que a conduta dele foi ruim. Mas não tenho nada contra, mas só espero não ter que trabalhar com ele novamente, porque não teve uma conduta legal comigo.

Como é a sua relação com o Lana?

Eu respeito e o admiro muito. Ele é um entendedor do futebol. Então, espero que esse ano dê tudo certo e todo mundo fique junto e a gente possa ser feliz.

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