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Manaquiri Fight Combat reúne 4 mil pessoas para ver os lutadores da terra virarem herois

Nove confrontos, sendo três duelos valendo o cinturão, agitaram o ginásio José Lins Caldeira, que se transformou num verdadeiro “caldeirão” 06/11/2018 às 00:00 - Atualizado em 08/11/2018 às 15:03
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Foto: Winnetou Almeida
Dayson Valente Manaquiri (AM)

Com direito a contagem regressiva do público, locutor no estilo Bruce Buffer e lutas emocionantes, o município de Manaquiri, (distante 156 quilômetros de Manaus) teve uma noite memóravel no último sábado, quando a cidade parou para prestigiar a segunda edição do MFC, o Manaquiri Fight Combat. Num evento digno de UFC, nove confrontos, sendo três duelos valendo o cinturão, agitaram o ginásio José Lins Caldeira, que se transformou num verdadeiro “caldeirão” diante de 4 mil pessoas que foram assistir o MFC.

Os destaques da noite ficaram por conta dos atletas da casa Luiz “Tchan do Bronx” e Elson “Monstrinho”, que tiveram o apoio da massa manaquirense e venceram seus embates no card principal e deixando o cinturão em casa. A única exceção foi Luis “Barrosinho’, que foi derrotado por Isaías “Pará”, por decisão dividida.

Ação no octógono

Na abertura do card preliminar, um duelo de pequenos grandes atletas tremeu o Caldeirão. Pela categoria peso Palha, Lairtonzinho e Gabrielzinho, ambos com 11 anos de idade, protagonizaram a luta mirim do MFC, com direito a ring girlzinha Alana Gabriely, de apenas 6 anos de idade. Com uma guilhotina, Lairton se sagrou o mini-campeão da noite.

No duelo mais esperado da noite, Luiz “Tchan do Bronx” e Max Açaí fizeram um embate recheado de provocação e muita rivalidade. A tensão era tamanha que foi preciso reforço policial na hora da encarada antes da luta. No primeiro round, Tchan do Bronx e Açaí tiveram um início bem estudado, mas foi o manaquirense que teve a iniciativa dos golpes com socos e chutes aplicados no rival. Açaí apenas defendia e tentava uma luta pegada para diminuir o ritmo do adversário.

No assalto seguinte, a disputa ficou bem equilibrada com Açaí indo pra cima e contragolpeando Luiz, que tinha uma ação mais incisiva com trocações e chutes. Já nos rounds seguintes, o ímpeto dos atletas diminuíram e o cansaço predominou na luta, com ambos sem gás para tentar a finalização ou nocaute. Na decisão dos juízes, Tchan do Bronx foi considerado o campeão e levou o troféu pra casa.

“Vitória de Deus e da minha família, que sempre me apoiou desde o início como lutador. Fruto de dedicação, suor e lágrimas, porque não foi fácil chegar até aqui. Quero dedicar também o cinturão ao povo de Manaquiri, que respira MMA e fez uma festa maravilhosa”, contou Luiz, que estava acompanhado da mãe Fernanda, da esposa Dheiseane e das filhas Luna e Lana.

Outro que teve a torcida a seu favor foi Elson “Monstrinho”, que venceu a disputa do cinturão do peso palha contra Jhonata Show Time. Primeiro manaquirense a subir no octógono, o público foi ao delírio com uma luta de muita intensidade e trocação. Mas aos 3 minutos do primeiro round, Monstrinho aplicou um forte soco no supercílio de Jhonatan, suficiente para causar um profundo corte na região e “arriar” o sangue. Por conta da gravidade do ferimento, a luta foi interrompida por opção médica e Monstrinho ficou com o título.

Na disputa do cinturão peso galo, Wilson Cirilo derrotou Paulo Vieira, num confronto entre atletas de Tefé. Para o campeão, foi a vitória da superação.

“Tive uma maré de dificuldades nos últimos dias, minha mulher perdeu o filho e meu outro filho sofreu um acidente, passou por cirurgia. Foi um momento muito difícil e complicado, mas consegui lidar com isso, me preparei para dar o meu melhor e dedicar a todos eles por esse vitória”, disse Cirilo, bastante emocionado.

Emoção especial

Antes da jaula se fechar para os feras, a adrenalina e ansiedade que tomava conta do ginásio deu lugar a um momento especial e de muita emoção. Alunos portadores de necessidades especiais da Sociedade Pestalozzi do município subiram ao octógono para uma apresentação musical. Cantando a música Aos Olhos do Pai, da cantora gospel Ana Paula Valadão, o grupo especial tirou lágrimas do público, que ainda assistiu a uma demonstração de luta com atletas especiais, um lindo gesto que prova que não existe limitação para qualquer tipo de prátiva esportiva.

Números

Quatro mil pessoas compareceram no ginásio José Lins Caldeira para assistir o Manaquiri Fight Combat, que se transformou num verdadeiro “caldeirão”

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