Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
Águas Abertas

Maratonista aquático encara o frio e conquista pódio na Argentina

Nadador da Aquática Amazonas surpreende em sua primeira disputa internacional



WhatsApp_Image_2019-03-04_at_18.46.26_09D3D476-9B2E-4767-BEB0-B43065F52E24.jpeg Rogério se disse surpreso com a conquista do pódio na Argentina (Fotos: Divulgação)
04/03/2019 às 22:19

O maratonista aquático, Rogério Airoldi, 40, da Aquática Amazonas, conquistou o terceiro lugar geral na prova de 1.5k da Vuelta a La Huemul, disputada em Bariloche, na Argentina. O atleta precisou encarar a temperatura da água de 15 graus durante a disputa, realizada no último sábado (2).

Em entrevista ao portal acrítica.com, Airoldi falou sobre a alegria de ter conquistado o pódio, bem como as dificuldades da prova. “A água do lago Nahuel Huapi é muito pesada, talvez mais que do Rio Negro. Isso porque ela é formada pelo desgelo da neve e quase não tem minerais”, explica o nadador, que participou de sua primeira competição internacional.

Preparação

Rogério revela que sua preparação inclui treinos noturnos e matinas, na academia e no condomínio onde mora. Para suportar o frio ele teve que usar traje de neoprene, uma novidade pra ele.

“Cheguei em Bariloche dois dias antes da prova, mas somente na véspera consegui ir a Playa Bonita para sentir a temperatura e a dificuldade de nadar aqui. Antes do início da prova tivemos 10 minutos de aclimatação dentro da água e em seguida foi dada a largada. Basicamente tínhamos que contornar três boias que formavam um grande triângulo. As duas primeiras eram mais próximas e deveriam estar uns 500 m do ponto de largada. Esses primeiros 500 m foram muito difíceis. O corpo demorou para aquecer bem. Mas passada a segunda boia, comecei a sentir que o nado estava rendendo mais e consegui um bom ritmo até o final da prova”, explica.

 O maratonista conta que ficou surpreso com o pódio na categoria geral.

“Sabia que tinham nadadores na minha frente, mas fiquei surpreso com o terceiro lugar. Quem me avisou que tinha chegado nesta posição foi um argentino que estava na torcida”, comemora.

Dia a dia

Airoldi conta que a maior dificuldade do dia a dia é conseguir conciliar a vida profissional - ele trabalha como engenheiro ambiental - com o esporte. “Tenho que conciliar a vida profissional com o esporte, o que não é fácil. Exige muita disciplina e força de vontade”.

Apesar de ser novo na modalidade, Rogério já conseguiu um feito e tanto, que foi concluir na categoria revezamento, a Travessia do Leme ao Pontal, no ano passado. A prova é considerada uma das mais belas e desafiadoras do Brasil.

Ele também foi campeão na categoria até 40 anos, no Rio Negro Challenge, em dezembro do ano passado, na prova de 3k.

Em 2019 o planejamento é fazer a Travessia Almirante Tamandaré, em dezembro.

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