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Maratona Del Golfo

Maratonista aquático do AM disputa a Maratona Del Golfo Capri Napoli

O desafio de Vítor Gadelha, 20, será nadar os 36 km que separam a Ilha de Capri e a cidade de Napolés; nadador afirma que está pronto 24/06/2017 às 06:00
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Vítor Gadelha nadou de 60 a 70 km por semana, sendo que seu treino mais longo foi realizado numa piscina e durou seis horas. (Foto: Clóvis Miranda)
Jéssica Santos Manaus (AM)

Vítor Gadelha, 20, embarca neste sábado, 24, rumo à Maratona Del Golfo Capri-Napoli, uma das maratonas aquáticas mais difíceis e também uma das mais belas do mundo. A competição vai acontecer no dia 30 de junho, e o nadador amazonense afirma que seus treinos para superar os 36 km em mar aberto, que vai da ilha de Capri até a cidade italiana de Nápoles, foram bem planejados e intensos, então ele se considera muito bem preparado para mais este desafio.

“Foi bem puxado. Eu e meu técnico (Samir Barel) fizemos de 60 a 70 km de natação por semana, por seis meses, mais academia, acompanhamento nutricional, fisioterapia e, agora, nessas semanas que antecedem a prova, acompanhamento psicológico também”, explicou Vítor.

Ele treina em dois períodos diários, sendo acompanhado em Manaus pelo técnico Mauro Vieiralves. Além dos treinos na piscina, Vítor também nadou no Rio Negro, fazendo em média 15 a 20 km por treino, e fez um treino ainda mais longo, com seis horas de duração, na piscina do Clube do Trabalhador/Sesi.

“Estou preparado, e minha expectativa é chegar entre os primeiros. Acredito que dá, e minha meta é concluir em oito horas”, disse Vítor, que irá competir com atletas de países como Argentina, Itália e México.

O nadador participou este ano da Ultramaratona Aquática Ilha do mel, com percurso de 20 km, e afirma que, para ele, a competição também foi um grande treino. “Diminuí o ritmo para competir lá, mas lá a gente já estava simulando a prova de Capri-Napoli, então, valeu a pena, foi mais como treino do que como prova, e depois voltei à  minha preparação em Manaus.

No último domingo,18, Vítor, seu pai Pierre e sua irmã, Rayssa Gadelha, realizaram um treino, na Ponta Negra, para agradecer e confraternizar com os amigos que o apoiam e torcem por ele.

Dificuldades

Sair do país para nadar uma ultramaratona nas águas do mar mediterrâneo não deve ser fácil. Vítor enumera quais serão as dificuldades que deve encontrar na Itália. 

“Como Capri é uma ilha e Nápoles é no continente tem certo ponto da prova em que o nadador não consegue ver nada direito, então, vamos nos guiar principalmente pelo barco que vai nos acompanhar (Samir Barel será seu guia); e outra dificuldade da prova será a temperatura da água, que ficará entre os 20-22°C. Ainda é um frio confortável, mas é aquele em que não estou habituado”.

Quanto à natação no mar aberto, Vítor se informou que há um trecho em que a água é bem agitada, incluindo o final da prova, quando o continente começa a se aproximar, mas, quanto ao restante do percurso, “depende do dia”, disse o nadador.


Vítor na Itália

A oportunidade para Vítor estar na Capri-Napoli surgiu após seu belo resultado conquistado na travessia ‘Do Leme ao Pontal’ do ano passado. Quando ele nadou 35 km em 8h e 43 minutos, a organização da Maratona Del Golfo sugeriu ao nadador que enviasse seu currículo para tentar participar da prova italiana.

“Enviei meu currículo e, no final de janeiro, quando saiu a confirmação de que eu tinha sido aceito na prova, fiquei muito feliz e comecei a pesquisar mais sobre as condições da competição e do clima”, disse Vítor.

Ou seja, a prova ‘Do Leme ao Pontal’ tem levado a carreira de Vítor para águas mais desafiadoras ainda. “Hoje estou mais bem preparado para o desafio da ‘Capri-Napoli’. 

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