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ELA COMANDA

Maria Nádia quer mostrar que não perdeu o reinado na Copa A CRÍTICA de dominó

A jogadora Nádia é respeitada pelos seus colegas dominó, e espera fazer bonito na Copa A CRÍTICA. 08/06/2018 às 18:57
Show nadia capa
A experiente jogadora de dominó, Nádia, venceu a 1ª Edição da Copa A CRÍTICA de dominó, e que repetir a dose este ano. (Foto: Antônio Lima/A crítica)
Jéssica Santos Manaus - AM

A funcionária pública Maria Nádia, ou simplesmente Nádia, tornou-se a rainha do dominó amazonense em 2007. Ela foi campeã da 1ª edição da Copa A CRÍTICA de Dominó realizada naquele ano, ao lado de Francisco Amorim e, este ano, mais de dez anos depois, ela volta ao campeonato para provar que quem foi rainha nunca perde a majestade.

“As pessoas me chamam de melhor jogadora do Amazonas porque não apareceu outra mulher para tirar o meu título”, ressalta Nádia, com orgulho de representar muito bem as mulheres no jogo. “O dominó é um jogo universal, mas, por eu ser mulher e o dominó ser considerado por muitos um jogo masculino, isso acaba sendo bom pra mim porque eu me tornei popular, conheci muitas pessoas bacanas, sou muito respeitada, querida, e eu gosto mesmo do jogo porque o dominó é uma coisa que me tranquiliza”, explica ela.

O jogador Luiz Fernando conhece Nádia há muitos anos, e confirma que ela é destaque. “É um privilégio tê-la como sócia-fundadora da Confraria do Mindu, ela nos representa nessa arte de jogar dominó, é competente, guerreira e determinada. Por conta de tudo isso, é campeã amazonense”.

Nádia realmente é respeitada entre seus colegas do dominó, mas disse que além de saber jogar é necessário ter sorte. “É um jogo de raciocínio aliado à sorte e, no dia em que vencemos a Copa A CRÍTICA, eu estava com muita sorte porque todas as pessoas ali jogam muito bem”.

Agora ela se prepara para estrear na Copa A CRÍTICA deste ano, e por que não acreditar que pode vencer mais uma vez? “Tenho certeza de que vou ganhar porque a competição será na semana do meu aniversário, dia de Santo Antônio, 13 de junho, então será meu presente de aniversário”, disse ela, que fará dupla com Reis - os dois jogam também no Clube Municipal. “Desde que começaram as inscrições, temos jogado mais para treinar porque se não a gente esquece”.

Concorrente forte
Nádia está confiante, mas terá fortes adversários. Um deles é o comerciante Elionilson Rodrigues, o “Neguinho”, que joga com frequência contra Nádia. Ele já venceu vários campeonatos importantes, respeita a colega como jogadora, mas aposta que levará o prêmio. “Cheguei duas vezes às semifinais, fico sempre nesse patamar e, este ano, espero que seja melhor. Acho que nesta edição vão aparecer duplas com muita personalidade porque o dominó evoluiu muito”, disse.

Talento desde criança

Na Copa A CRÍTICA de Dominó, ao lado de Francisco, Nádia derrotou 33 duplas até chegar à final. Ela ainda lembra bem do ano em que foi campeã da competição e quando jogou com um parceiro com quem nunca tinha jogado. 

“Eu jogava com um amigo, Miguel, mas naquela época, ele viajou e não pôde participar comigo da Copa A CRÍTICA. Daí meus amigos perguntaram se eu queria fazer dupla com um deles, e eu fiz parceria com o Amorim, que também joga no Municipal, mas eu nunca tinha jogado com ele”, conta Nádia. 

Mas o fato de jogar com um parceiro novo não faz diferença, na opinião de Nádia.  “Quem joga, joga com qualquer pessoa. O pessoal vem com esse negócio de fazer sinal um pro outro, mas isso não funciona pra mim, não faz parte porque jogo com a cabeça baixa, nem olho pro parceiro, eu jogo porque sei jogar”, enfatiza Nádia. 
Ela joga pelo Clube Municipal e também marca para jogar com vários amigos quase todo dia. 

“Sempre joguei, desde criança, meu pai também era um exímio jogador, então na minha família todo mundo gosta de jogo”, ressalta.

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