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Marquinhos Piter: novo talento amazonense do Princesa

Pai de família de vida simples e cheio de sonhos, o manacapuruense Marquinhos Piter fala sobre o auge de sua carreira no Princesa 07/04/2013 às 16:22
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Nos bastidores, Marquinhos teria recebido elogios até de dirigentes de clubes adversários, o que fez dele a bola da vez, caso haja demissões neste segundo turno
Paulo Ricardo Oliveira Manaus, AM

O técnico Marcos Francisco Bastos Alexandre, 39, foi o responsável direto por fazer do Princesa do Solimões o campeão do primeiro turno do Estadual e garantir o time na Copa do Brasil de 2014. Tal feito faz Marquinhos Piter, como é conhecido, sair da condição de promessa e entrar no hall de perfil ideal da nova geração de treinadores locais.

Conhecedor da realidade do futebol local, Marquinhos foi jogador de vários clubes, conhece bem como pensam os dirigentes, sabe como funciona o sistema mais eficiente de jogo para o nível das equipes e dos campos e já sentiu na pele as necessidades e sonhos dos jogadores. Ou seja, Marquinhos foi a solução caseira perfeita para um time mediano que resolveu caprichar na formação do elenco e sonhar em voos mais altos.

Resultado: o Princesa conquistou o primeiro turno e é o favorito ao título pelo que apresentou. “Fico até 2h da manhã todos os dias rabiscando tática, vendo onde errei, onde posso melhorar. Creio que essa forma de trabalhar tenha dado certo”, analisa o treinador, nascido em Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus) e que foi vice-campeão estadual pelo próprio Princesa como jogador em 1995 e 1997.

O atual treinador do Tubarão anda com a moral em alta em Manacapuru. Por onde anda, ele é elogiado pelos torcedores e pela diretoria. Nos bastidores, Marquinhos teria recebido elogios até de dirigentes de clubes adversários, o que fez dele a bola da vez, caso haja demissões neste segundo turno. Mas Marquinhos traçou planos de conquista para o Princesa não apenas para o primeiro turno.

“Quero ser campeão também do segundo turno pelo Princesa. Temos elenco para isso. O segundo turno tende a ser bem mais disputado e por isso mesmo a gente deve manter a pegada, evoluir ainda mais no que acertamos e tentar errar bem menos. Todos irão querer bater no Princesa”, afirmou o treinador, que ganha menos R$ 5 mil por mês. “É claro que a gente sempre pensa que pode melhorar nossos ganhos e acho até que mereço isso, mas deixo a cargo da diretoria. Não penso muito em dinheiro nesse momento. Meu objetivo é fazer história no Princesa. O dinheiro é uma consequência”, avalia.

Três perguntas

Holofernes Leite - Presidente do Princesa

1. A diretoria do Princesa está satisfeita com a metodologia de trabalho do Marquinhos Piter?

Sim. Ele é um rapaz humilde, que aprendeu alguma coisa com o Aderbal Lana, com Adinamar Abib, mas não parou por aí. Ele fez uma recliclagem no Rio de Janeiro. É um cara que sempre procura estar se atualizando.

2. A conquista do primeiro turno e a consequente classificação para a Copa do Brasil ano que vem não valeriam um reajuste salarial para o treinador?

Sim. Mas acontece que nós estamos negativos em R$ 117 mil. O dinheiro que o governo do Estado prometeu ainda não foi repassado. Ainda não tivemos ajuda da prefeitura. A renda com os jogos mal dá para suprir custeios com viagens. Estamos esperando. Somente a nossa folha mensal gira em torno de R$ 110 mil.

3. E se o Marquinhos recebesse uma proposta irrecusável de outro clube neste segundo turno?

Nossa intenção é mantê-lo até a Copa do Brasil de 2014. Creio que ele esteja merecendo realmente ganhar melhor, mas o grande objetivo dele é fazer história no Princesa do Solimões e se consolidar no mercado.


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