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Mea culpa do Kaiser: Beckenbauer admite erro, mas afirma que não 'comprou' Copa da Alemanha

Presidente do comitê organizador do Mundial de 2006 concordou que pagamento de 6,7 milhões de euros à Fifa foi um equívoco, mas voltou a afirmar que o dinheiro não foi usado na compra de votos para sediar a Copa  26/10/2015 às 17:36
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Franz Beckenbauer admitiu erro na sua gestão, mas afirma que não houve compra de votos.
Reuters Berlim (Alemanha)

Franz Beckenbauer, que chefiou o comitê organizador da Copa do Mundo de 2006 na Alemanha, disse nesta segunda-feira (26) que uma transferência de 6,7 milhões de euros para a Fifa em 2005 foi um erro, mas rejeitou as acusações de que seria um pagamento de um empréstimo para comprar votos em favor do país na candidatura para o Mundial.

Em um breve comunicado enviado à mídia, o campeão mundial como jogador e técnico, que é uma figura-chave em um caso envolvendo suposto fundo usado para subornar eleitores da Fifa em 2000 para conceder o torneio à Alemanha, reafirmou que os alemães nunca compraram votos.

"A fim de obter um subsídio da Fifa (para a organização da Copa do Mundo de 2006) as pessoas envolvidas seguiram em frente com uma proposta da comissão de finanças da Fifa que, aos olhos de hoje, deveria ter sido rejeitada. Eu, como presidente do então comitê organizador, carrego a responsabilidade deste erro", declarou.

Mas ele disse que qualquer alegação de acordo para compra de votos não era verdade. "Não houve compra de votos para ganhar a Copa do Mundo de 2006", declarou Beckenbauer, de 70 anos.

A revista Der Spiegel relatou que um suposto caixa dois de 6,7 milhões de euros foi usado para comprar votos para a Alemanha. O dinheiro tinha sido fornecido pelo então CEO da Adidas Robert Louis-Dreyfus, segundo a revista.

A Associação Alemã de Futebol (DFB) classificou as alegações como infundadas, mas disse que estava investigando um pagamento do mesmo valor do comitê organizador para a Fifa em 2005.


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