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Médico da seleção brasileira participa de evento em Manaus

Craque fez entrevista com José Luiz Runco, que trabalha com equipe verde e amarela desde 1998 09/10/2013 às 16:48
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O experiente médico do mundo exportivo José Luiz Runco concedeu entrevista ao Portal A CRÍTICA
Mônica Dias Manaus (AM)

Se existe alguém que entende de medicina esportiva no Brasil, é o médico José Luiz Runco. Este ano, ele completa 35 anos de serviços prestados ao esporte mais amado do País, o futebol, sendo 15 deles só no cargo de chefe da equipe médica da Seleção, função que ocupa atualmente.

Responsável por tratar jogadores de peso como Ronaldo, Romário e Kaká, Runco está em Manaus para compartilhar suas experiências de trabalho para profissionais e esportistas no 2º Congresso Integrado de Ortopedia no Amazonas, que acontece entre a quinta (10) e o sábado (12), no Manaus Plaza Centro de Convenções.

É a segunda vez que Runco visita a capital, a primeira foi com o Flamengo, em 1996 (ano em que o time carioca fez três amistosos e duas partidas pela Copa Ouro Sul-America no Vivaldo Lima). Em visita a redação do A Crítica nesta quarta (09), o médico - sorridente se mostrando já bem ambientado ao calor de Manaus - conversou com o Craque e falou um pouco mais sobre a carreira e, claro, sobre futebol. Confira a entrevista:

O que você acha do calendário atual dos campeonatos brasileiros? Em sua opinião, é preciso uma mudança?

Acho a situação atual ruim, mas também acho que vai melhorar. Vai haver uma grande discussão com todas as pessoas interessadas, inclusive os patrocinadores. Eles vão sentar e tentar encontrar uma solução consensual com menos desgaste para os jogadores. Dessa forma, vai melhorar o espetáculo, vai ter menos atleta lesionado, o nível competitivo vai melhorar e vão aparecer mais jogadores de qualidade.

Como você vê o futebol do Amazonas?

É um futebol em ascensão. Acredito que a Copa vai ajudar a reacender as competições aqui e fazer voltar o interesse do público em acompanhar o futebol local.

Quais são as suas expectativas para a Copa? Como você avalia os jogadores?

A Seleção está muito boa e os jogadores estão muito bem tecnicamente. Vejo uma interação muito grande entre a seleção e o público, senti muito isso na Copa das Confederações, e isso é ótimo porque levanta a auto estima dos jogadores. Fora isso, todos são muito comprometidos e mostram muita vontade de jogar.

 A festa da Copa vai ser bonita, o espetáculo será excelente e os estádios eu sei que vão funcionar direitinho. Só resta saber se a infraestrutura das cidades vai conseguir dar conta.

Qual é o seu time?

Flamengo. Eu era botafoguense, mas estou muitos anos no Flamengo e tenho um carinho especial porque o time me abriu muitos caminhos, mas sou um torcedor diferente, sou um torcedor profissional. Quem trabalha com futebol não pode ser torcedor fanático.

Qual time você mais gosta de ver jogar atualmente?

O Cruzeiro. Dá um prazer enorme de vê-lo em campo.

Quais os melhores jogadores brasileiros do momento?

Existem vários jogadores bons hoje, como o Thiago Silva e Luiz Gustavo, mas existe o jogador acima da média que é o Neymar. Ele é o que há de qualidade. Tem qualidade técnica toda especial, dom, é uma pessoa que consegue sair dos adversários num espaço pequeno. Tem explosão, técnica e qualidade. E o melhor goleiro de todos ainda é o Júlio César, respeito muito o que ele faz em campo.

Quais os casos mais complicados da sua carreira?

Cada jogador tem seu histórico. A cirurgia mais complicada que eu já fiz foi em 1993, no ex-atacante Nélio, do Flamengo. Ele rompeu todos os ligamentos do joelho. Foi uma das coisas mais difíceis que já fiz. Porém, a cirurgia do Romário, em 1995, apesar de mais simples (artroscopia no joelho), foi muito difícil também porque existia uma carga muito grande, ele era o melhor jogador do mundo na época. Era muita responsabilidade.

Situação semelhante eu vivi também em 2002, quando fiquei responsável por preparar o Ronaldo e o Rivaldo para a Copa. Era muita responsabilidade. Na mesma época ainda tive que tirar o Emerson por ordem médica. Desligar um atleta por lesão é muito ruim. Sentar com a pessoa e tirar o sonho dela de participar do campeonato é algo que ninguém quer fazer, mas é preciso.

Veja a linha temporal da carreira de Runco

1978 – 1981 – Runco estava no 5º ano da faculdade e começou a trabalhar no Vasco até se formar, em 1981

1981 – 1983 – Já formado, Runco começou a trabalhar no Flamengo

1983 – 1984 – O médico trabalhou durante um ano no Botafogo, time para o qual torcia antes de virar Flamenguista

1984-1986 – Após um ano no Botafogo, Runco retorna ao Flamengo e começa a trabaçhar também na Seleção Brasileira de Futebol Sub-20

1986 – 1987 – O médico fez as malas e foi trabalhar com a Seleção do Iraque

1988 – De volta ao Brasil, Runco voltou para o Flamengo

1998 – Ainda no Flamengo, o médico começou a trabalhar também para a Seleção Brasileira e mantem os dois empregos até hoje.

Serviço

O que é: 2º Congresso Integrado de Ortopedia no Amazonas
Onde: Manaus Plaza Centro de Convenções
Quando: 10, 11 e 12 de outubro
Quanto: R$ 75
Informações: 3622-2582/9165-8947


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