Segunda-feira, 03 de Agosto de 2020
INSPIRAÇÃO FAMILIAR

Meio-campo do Nacional sub-19 segue passos do irmão Hamilton, do Manaus

Heytor Soares é irmão mais novo de Hamilton Soares, com quem chegou a jogar junto em campeonatos amadores



Heytor_Nacional_sub-19_4E69EBD6-B9D6-4012-8AFE-34B6535E5938.jpg Foto: Assessoria Nacional/ Mily Barreto
30/06/2019 às 15:29

“Comecei a jogar com oito anos vendo o Hamilton a jogar”. As palavras do garoto tímido de 19 anos, Heytor, revelam não apenas a paixão pelo esporte enraizado em sua família, mas a forte ligação e inspiração por um dos destaques do futebol amazonense: Hamilton, que por acaso é irmão mais velho do meia do Nacional Sub-19.

Cria da equipe amadora Amigos do Tubinho, aos 10 anos Heytor disputou inúmeras competições pelo seu primeiro time nos campos de peladas nos bairros da Zona Leste de Manaus. Mas somente com 18 anos ele passou a jogar no futebol de base, iniciando sua jornada pelo Esporte Clube Tarumã, mesmo se dividindo ainda nos campeonatos de bairro.



“Eles (Tarumã) vieram fazer uma peneira no campo Valdir Morais (situado no bairro São José, Zona Leste de Manaus) aí fui lá, passei e disputei o Amazonense sub-18 no ano passado”, disse.

Após três anos atuando na base do Lobo do Norte, Heytor chegou ao Nacional sub-19, onde joga na mesma posição do irmão mais velho e cultiva o sonho de chegar ao profissional para poder atuar ao lado de Hamilton. “Espero um dia jogar com ele no profissional, e poder alcançar o que ele tem conquistado no futebol aqui no Amazonas”, declarou Heytor que relembrou o incentivo de Hamilton nas quatro linhas, e até mesmo aquela ‘implicância’ de leve pelos campos peladeiros em solo baré, devido ao laço familiar. 

“Ele sempre me levou pra jogar, como ele sempre foi conhecido, ele me levava para vários lugares para a gente jogar. Até as pessoas zoavam a gente nos jogos dos campeonatos e diziam que o Hamilton trazia a família toda para jogar no time”, completou .

No Naça, o meio-campo trabalha sob os olhares do treinador José Ribamar, que afirmou ter ficado surpreso ao saber da chegada do irmão caçula de Hamilton na equipe e também teceu elogios ao desempenho do atleta no elenco nacionalino.

“O Heytor é diferente, é um canhoto, meio de campo. Ele tem uma boa desenvoltura, tem bom chute, e chegou conosco esse ano. Foi uma surpresa saber que ele era irmão do Hamilton. Quando eu soube, até conversei com o Hamilton. E ele tem se destacado bem nos treinos, e a gente espera que ele venha crescer dentro do esporte para que ele tenha o mesmo sucesso do irmão”, comentou o treinador.

Disputando pela primeira vez o Campeonato Amazonense sub-19, o meia do ‘Naça’ vê com bons olhos a campanha do time na competição até o momento, e aponta como sonho a disputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior do próximo ano, caso o time vença o estadual da categoria. “Estamos muito bem na disputa do campeonato. E isso aí incentiva mais nos jogos, vamos trabalhando cada dia, pra chegar a disputar uma competição importante como a Copa São Paulo”, concluiu Heytor.

Parceria

Pilar do sistema de meio campo do Gavião do Norte e da vida de Heytor, o jogador Hamilton busca apoiar o irmão caçula em todos os sentidos para poder ver o seu crescimento ainda mais nas quatro linhas. “Eu faço mais incentivar com as coisas de passagens, que é difícil aqui. Quando dá pra acompanhar, eu acompanho. Mas sempre incentivando ele para fazer o melhor. Ele joga quase na mesma posição que eu faço e isso espero que ele possa evoluir mais”, pontuou Hamilton, meio campo do Manaus FC.

No amador, os dois irmãos atuaram juntos defendendo as cores do Boas Novas por alguns campeonatos de peladas de Manaus. Isso aconteceu em 2012, antes de Hamilton virar jogador profissional ainda como goleiro do Fast Clube. 

“Nós já jogamos uns cinco campeonatos de bairro juntos, antes dele virar profissional. Dentro de campo era mais fácil de jogar pelo fato do entrosamento”, disse Heytor, que destacou ter adotado as características do irmão com a experiência nos treinamentos, e até mesmo dividindo o espaço no meio campo. “Eu já vi ele treinando algumas vezes a até mesmo durante os jogos que a gente esteve junto. Assim acabei pegando um pouco das característica e o estilo de jogo dele”, ressaltou o jogador.
 

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Repórter do Craque
Jornalista formado na Ufam, campus de Parintins. Estudante de pós-graduação em jornalismo esportivo na Universidade Estácio de Sá. Repórter do Caderno de Esporte ‘Craque’ de A Crítica desde novembro de 2018.

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