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Meio homem, meio mito: Rodrigo Minotauro anuncia aposentadoria e fala ao CRAQUE

Após uma carreira cheia de lutas épicas e atuações memoráveis, o lutador, que sai dos octógonos para se tornar embaixador do UFC, cita talentos de Coari em entrevista ao CRAQUE 01/09/2015 às 19:52
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Minotauro deixa o octágono aos 39 anos e com uma carreira lendária
Felipe de Paula Manaus (AM)

Quando, então com 11 anos de idade, o baiano de Vitória da Conquista, Antônio Rodrigo Nogueira, sobreviveu ao atropelamento de um caminhão de lixo, após passar quase um mês em coma e um ano internado no hospital, não era difícil de prever: aquele seria duro na queda.  Ali nascia - ou renascia - um mito, como o próprio apelido “Minotauro” sugere, que fez história no mundo da luta e se tornou um dos maiores nomes do MMA mundial.

Após uma carreira cheia de lutas épicas e atuações memoráveis, eis que ontem o lutador disse ao mundo que se aposentaria do esporte que ajudou a crescer. O brasleiro, meio homem, meio lenda - sai dos octógonos para se tornar embaixador do UFC, a maior organização de MMA do mundo. Após o anúncio, num dia turbulento pelo excesso de ligações, entrevistas e compromissos, o simpático cascagrossa do MMA atendeu a reportagem do CRAQUE.

A A Crítica, respondeu perguntas sobre o sentimento após o fim do ciclo como lutador, a função de embaixador no Ultimate e o lugar do Amazonas na elite da das Artes Marciais Mistas brasileiras, revelando que trabalha com quatro talentos do município de Coari em sua academia, no Rio de Janeiro. Descobrir novidades no esporte é, também, uma das novas funções de Nogueira no Ultimate.

“Guardem esses nomes”, disse Minotauro, referindo-se a Francisco de Assis, Herdeson Capoeira, Rodrigo Praia e Josiel Silva, amazonenses que são promessas do esporte no Brasil. No bate-papo rápido com A Crítica, o agora ex-lutador, que já participou, ao lado do irmão Rogério Minotouro, outro ídolo do MMA, de filmes como “Os Mercenários” - estrelado por Sylvester Stallone, brincou que agora até assumiria um papel como protagonista em Hollywood. “Seria interessante, estou aberto a convites (risos)”, falou bIG Nog, como também é conhecido nos Estados Unidos.

O cara

Rodrigo Minotauro estreou em 1999 e teve ascensão fulminante. Com jiu-jítsu digno dos melhores, venceu por finalização o americano David Dodd. Em menos, de um ano, já conquistara o seu primeiro cinturão, no World Extreme Fighting (WEF). O segundo cinturão veio na vitória sobre o Valentijn Overeem pelo Rings.Ele já era uma estrela, que brilhou ainda mais no Japão, no extinto Pride, protagonizando uma das lutas mais importantes da história do esporte.


Carisma e simpatia são uma das marcas do campeão

O adversário era ninguém menos do que estadunidense Bob Sapp, gigante de mais de dois metros e 150 quilos. Após ser jogado duas vezes de cabeça no chão, resistiu e finalizou Sapp com uma chave de braço (foto à esquerda).Teve ainda o mérito de ser o primeiro brasileiro a unificar o cinturão do Pride no UFC, após finalizar o então campeão interino Tim Sylvia. Aos 39 anos, Rodrigo Minotauro deixa o esporte com 34 vitórias, dez derrotas e um empate. Oss, Minota!


Luta com Bob Sapp: David contra Golias no MMA

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