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Menina dourada de Maués: Elizandra Dantas viveu um 2015 de 'ouro' nas pistas

Elizandra Dantas veio da Terra do Guaraná para vencer nas pistas do Amazonas e do Brasil. Sonho é melhorar ainda mais em 2016 19/12/2015 às 15:49
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Elizandra Dantas tem conquistado medalhas pelo Brasil e espera chegar mais longe
Camila Leonel Manaus (AM)

Um ano dourado, é assim que 2015 pode ser definido para Elizandra Dantas, corredora dos 100 e 200 metros. Com medalhas de ouro em  disputas regionais, como o Norte-Nordeste de Menores - onde ganhou ouro nos 100 e 200 metros, sendo um dos destaques da competição – e torneios nacionais como o Campeonato Brasileiro de Atletismo de menores - onde faturou ouro e prata -, nos Jogos Escolares da Juventude e  Brasileiro Interclubes.

Este ano, Elizandra repetiu várias vezes o ato de subir no pódio e fechou a temporada sendo homenageada como uma das destaques do atletismo no Amazonas.

Tudo começou quando ela tinha 12 anos de idade, na cidade de Maués  (a 268 quilômetros de Manaus). Em um teste para corredores, foi acompanhar as colegas. Um tio dela que estava organizando a prova perguntou se ela não queria correr, ela aceitou. Competiu com uma menina bem mais alta e bem mais rápida. Elizandra perdeu a corrida, mas impressionou a todos. “Todo mundo ficou perguntando ‘caramba, como assim? Você corre muito!’,relembra.

Elizandra começou a treinar, conseguiu se classificar para s Jogos Escolares do Amazonas e venceu. Foi quando surgiu a oportunidade de vir para Manaus há um ano e nove meses. Morando na Vila Olímpica, ela treina dois períodos por dia. Levanta bem cedo para treinar às 5h30 da manhã no Campus da Ufam, descansa e volta aos treinos à tarde.

O primeiro pódio fora do Amazonas foi no Norte-Nordeste do ano passado, quando ela conquistou ouro nos 100 e 200 metros. “Quando eu subi no pódio do Norte e Nordeste eu fiquei muito feliz porque eu fiquei impressionada comigo. Subi no pódio e eu queria chorar porque eu não estava acreditando”.

Aos poucos, as conquistas e as conversas com o treinador, foram ajudando a menina tímida a ganhar confiança.

 “Quando eu comecei no atletismo, eu sentia muito medo das meninas porque a minha cabeça não era preparada para aquilo. Às vezes, eu olho para trás para ver como que eu evolui muito porque foi muito rápido. Eu sempre trabalhei com a minha cabeça para eu conseguir o que eu queria e agora tudo que eu sempre desejei está sendo realizado”, disse.

Para o futuro, Elizandra espera conseguir índice para disputar um mundial e, mais à frente, uma Olimpíada.

“Eu estou treinando muito porque estou querendo bater o índice para o mundial e eu vou conseguir. Ano que vem tem Olimpíadas, mas acredito que eu ainda não tenho capacidade para participar. Talvez nos Jogos de  2020, eu não sei, se eu tiver treinando com um bom treinador, mas eu pretendo ir para as Olimpíadas um dia”, confessou.

Apoio da Família

Elizandra conta que uma das coisas que mais a mantém motivada é o apoio da família, mas as coisas nem sempre foram assim. Após ser convidada para treinar, Elizandra conta que foi pedir autorização da mãe, mas ela não deixou a filha treinar. “Eu falei pra mamãe que eu tinha sido convidada para ir pra um teste, que meu tio tinha me chamado pros jogos escolares só que a mamãe não gostou muito, porque só sou eu de mulher em casa e ela tinha medo de que alguma coisa acontecesse comigo”, contou.

Com a negativa, Elizandra passou a treinar escondido. Dizia que ia para a escola ver os amigos jogar futsal, mas ia treinar, mas a mentira não durou muito tempo. “Teve uma competição e nessa competição, eu competi e ganhei. Quando eu cheguei em casa, a mamãe falou ‘Elizandra, onde tu estava?Não mente para mim, passou uma amiga minha aqui e disse que te viu correndo’”. Foi quando a adolescente explicou sobre os treinos.

Hoje, Elizandra conta que a mãe Rosimeyre Dantas dá o maior apoio. “Ela foi entendendo e começou a me apoiar, ela via meu treino e hoje ela me apóia porque ela  viu que era o que eu queria”, completou.

Os pais e os dois irmãos dela moram em Maués, mas de vez em quando eles vêm a Manaus visitar a filha

“Sempre que dá, a minha mãe dá um jeito de vir para cá, ver como eu estou. Ela sempre dá o jeito dela de vir pra cá, ela e o meu pai”, revelou.


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