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Menos um: ex-chefão da Fifa é banido do futebol

Jack Warner, ex-dirigente da entidade, foi excluído definitivamente de qualquer atividade lidada ao esporte pela comissão de ética da entidade. O cartola foi um dos executivos indiciados pelo FBI em casos de corrupção, em maio passado  29/09/2015 às 13:46
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Jack Wagner foi banido do futebol pelo comitê de ética da Fifa.
Brian Homewood/Reuters Zurique (Suíça)

Jack Warner, de Trinidad e Tobago, que já foi um dos homens mais poderosos do futebol mundial, foi banido para sempre de todas as atividades relacionadas com o esporte, anunciou o comitê de ética da Fifa nesta terça-feira (29).

Warner, 72 anos, foi um dos 14 dirigentes do futebol e executivos de marketing esportivo indiciados nos Estados Unidos em 27 de maio por suborno, lavagem de dinheiro e fraude bancária, acusações envolvendo mais de 150 milhões de dólares em pagamentos.

Na última reviravolta no escândalo de corrupção na entidade, autoridades suíças disseram na semana passada estar investigando o presidente da Fifa, Joseph Blatter, por suspeita de má gestão criminosa e desvio de fundos.


O comitê de ética da Fifa disse que Warner foi investigado na sequência de um inquérito sobre o processo de licitação para as Copas do Mundo de 2018 e 2022. Os torneios foram concedidos à Rússia e ao Catar, respectivamente em dezembro de 2010 pelo Comitê Executivo da Fifa, do qual Warner era membro.

Segundo o comitê, a investigação constatou que Warner cometeu "muitos e vários atos de má conduta contínua e repetidamente durante seu período como um alto funcionário em diferentes posições de alto escalão e influência na Fifa e na Concacaf”.

Warner é ex-presidente da Concacaf, a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe. Ele está atualmente em sua terra natal, Trinidad e Tobago, onde enfrenta um pedido de extradição para os Estados Unidos.

Warner renunciou a seus cargos quando foi posto sob investigação pelo comitê de ética em 2011 em razão de um escândalo de compra de votos na corrida para a eleição presidencial da Fifa daquele ano. O caso foi posteriormente abandonado pelo comitê de ética, já que ele não estava mais envolvido no futebol.


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