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Mesa tenista do Amazonas inicia trajetória visando jogos Olímpicos do Rio de Janeiro

Amanda Marques treina diariamente, na Vila Olímpica, se preparando para as competições que iniciam no mês de março. Atleta passa por dificuldades na vida acadêmica   06/02/2013 às 14:14
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Amanda Marques treina para os desafios de 2013 visando as Olímpiadas
Acritica.com Manaus (AM)

Conhecida nacionalmente como “Raquetinha”, a mesatenista amazonense Amanda Silva Marques, de 20 anos, inicia no mês de março a longa trajetória rumo aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016. O primeiro desafio é a disputa da 1ª etapa da Copa Brasil Centro Norte Nordeste, em Brasília, de 7 a 10 de março. A jovem trabalha intensamente a parte física, técnica e psicológica no Centro de Treinamento de Alto Rendimento da Amazônia (CTARA).

“Esse preparação toda é para eu vencer as adversárias de São Paulo, que são as mais fortes do País, nas competições deste ano. Outro objetivo é voltar à seleção brasileira adulta e disputar a Olimpíada de 2016”, disse a amazonense.

Amanda treina de manhã e à tarde no CT da Vila Olímpica de Manaus, sob orientação do técnico Israel Barreto. Se não bastasse, ainda pega pesado durante uma hora na academia e corre mais meia hora. Uma prova diária de fôlego, resistência e perseverança.

Drama na vida acadêmica

Embora tenha um currículo repleto de títulos, Amanda Marques vive um drama na vida pessoal. Com o apoio somente do Governo, a atleta não sabe como vai volta para a faculdade de Educação Física.

“Infelizmente, a bolsa que eu tinha na faculdade foi cancelada no final do ano passado e ainda não sei como vai ser minha vida acadêmica este ano”, revela Raquetinha, que está no quarto período e ainda possui esperança de fechar uma parceria com uma instituição privada de ensino superior.

À procura de novos parceiros

Ex-número 1 do ranking juventude da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), Amanda Marques afirma que também está na luta para se credenciar no programa Bolsa-Atleta da Prefeitura de Manaus.

“No esporte de alto rendimento, é preciso o apoio do máximo de parceiros públicos e privados. Por enquanto, só o Governo do Amazonas está me ajudando, mas estou correndo atrás do Bolsa-Atleta da Prefeitura também”, ressalta Raquetinha.

Segundo a mãe da atleta, a aposentada Rosana Silva, 49, o investimento mensal em materiais esportivos gira em torno de R$ 2 mil. Sem falar nos custos com hospedagem e alimentação durante as competições oficiais, que neste caso significam aproximadamente R$ 20 mil por temporada.

“É um custo que a família já não consegue mais absorver, por isso precisamos de mais apoio para ela continuar representando o Amazonas lá fora”, explica dona Rosana.

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