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AMAZONENSE

Mesmo treinando na quadra, Rio Negro consegue evoluir sistema de jogo

Treinar em uma quadra futsal poderia ser um problema para o Galo, mas Lana transformou a situação em um novo tipo de treino que vem dando certo 24/03/2017 às 10:08 - Atualizado em 24/03/2017 às 15:22
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Sem campo, o Galo da Praça da Saudade vem usando a quadra localizada na sede do clube (Foto: Antônio Lima)
Camila Leonel Manaus (AM)

Quem vê o time do Rio Negro organizado dentro de campo dificilmente imaginaria que a equipe da Praça da Saudade precisou de adaptar a uma realidade difícil, a de não ter campo para treinar. Com isso, a equipe se virou com o que tinha. O ginásio poliesportivo, que fica na sede do clube, tem sido o local dos treinos para a competição.

O técnico Aderbal Lana destacou que foi preciso ter criatividade para transformar um “limão” em “limonada”, mas ainda sim consegui tirar proveito da situação. O campo do estádio Ismael Benigno, local onde o time jogou as duas primeiras rodadas do Barezão, mede 105 metros de comprimento por 65m de largura, dimensões bem maiores do que os 40mx20m do ginásio. Porém, conforme declarou o treinador após o jogo contra o Manaus, isso ajuda no posicionamento dos jogadores.

“No futebol brasileiro existem muitas invenções e você tem que ser criativo. Se você não tem o local adequado, você tem que criar situações. A quadra dá ao jogador a visualização de um gramado dentro de uma escala menor e ele enxerga aquilo com mais facilidade. Vocês  põem os 11 dentro da quadra e movimenta uns pra cá e um pra lá e eles sentem a diferença em campo e isso tá dando resultado. A gente conseguiu um sistema de jogo dentro de uma quadra. Então a equipe evoluiu num lugar que muitas pessoas duvidam”, explicou.

Mas para adaptar os jogadores a esta realidade não foi fácil. Alguns demoraram para conseguir desenvolver seu futebol na quadra, mas com conversa e dedicação, tudo foi encaixando.

“Ao longo da minha carreira nunca tinha passado por uma situação dessa então demorei um pouco (para adaptar), mas o professor Lana sempre foi claro com a gente e explicou a situação do clube, que estávamos sem campo para treinamos. Como o nosso grupo é um grupo dedicado, trabalhador e sempre almeja conseguir coisas grandes, nós compramos a ideia do professor Lana e por isso estamos tendo êxito nesse início de competição. O fato de estarmos treinando em uma quadra está nos ajudando a sermos mais ágeis, a pensarmos mais rápido, e o que ele tem passado nós estamos tentando assimilar o mais rápido possível.”, disse o lateral esquerdo Charles.

Para o atacante Leonardo,  que cresceu jogando futebol nas quadras do Rio de Janeiro, a adaptação foi mais fácil. Ele confessa que prefere o campo, mas reconhece que o trabalho tem surtido efeito. “Está dando certo e tem nos ajudado muito no raciocínio rápido, triangulações e movimentações em pequenos espaços”, explicou.

O motivo para treinar na quadra foi a dificuldade em conseguir campos para treinamento, problema recorrente para os clubes de Manaus, mas a situação já foi resolvida. Desde segunda-feira, o Rio Negro começou a treinar no campo do Sesi - essa foi a primeira atividade da equipe em um campo - porém, as atividades em quadra devem continuar já que os treinos em campo serão duas vezes por semana.

“No futebol dizem que não pode mexer no que está ganhando. Então creio que ainda teremos muitos treinos nas quadras. O professor Lana sabe o que faz e tem nossa total confiança. Acreditamos no que ele fala, e as coisas estão dando certo”, finalizou Leonardo.

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