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Esportes
SUPERAÇÃO

Millan Netos supera dificuldades para disputar grande final do Peladinho

Vencendo as dificuldades, driblando a falta de apoio e de patrocinadores, o Millan Netos chega até a final do Peladinho e busca coroar a campanha com o título de campeão 09/02/2019 às 10:28
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Os pequenos jogadores do Millan Netos surpreenderam muito time com estrutura e chegaram a final do Peladinho. No próximo dia 16 os garotos da Zona Leste tentarão o feito de derrubar o favorito Guerreirinhos. (Foto: Antônio Lima)
Valter Cardoso Manaus

Os números surpreeendem: dez jogos e dez vitórias. Os 100% de aproveitamento  na disputa da categoria infantil do Peladão levaram a equipe do Millan Netos a uma inédita final.

O time nasceu de um projeto social, no bairro Zumbi, na Zona Leste, e tem apenas três anos de existência, ainda assim já deu um grande salto. “Chegar  a esta final é realizar o sonho de muitas crianças, porque tem criança aqui que uma vez chegou perguntando se eles, participando do Millan Netos, poderiam chegar em alguma uma competição. Eu disse que só bastava ter fé. A gente não tem apoio de ninguém e  estar nesta final, se Deus quiser, vai ser algo abençoado e  a gente vai conseguir apoio”, revelou o presidente do time, Alberício Medeiros.  

Apoio, ou a falta dele, foi um dos maiores obstáculos do time. “Tem criança  aqui que vem do Jorge Teixeira, João Paulo, e a gente tem que dar a passagem. Fica difícil porque a gente não tem patrocínio. E para essa final é como eu sempre falo para eles: basta ter fé porque está dando tudo certo. E é uma realização tanto para eles, quanto para o projeto, para o Zumbi e para a nossa Zona Leste”, completou.

A própria participação do time no Peladinho chegou a passar por momentos delicados, mas o processo de formação da equipe conseguiu ser realizado ainda assim. “Nós pegamos algumas peças, pegamos cinco jogadores do Holanda, aí tinham alguns que já participaram do projeto, alguns que jogaram no ano passado e voltaram e, por incrível que pareça, alguns jogadores deixaram de jogar em outros times para virem para cá. As coisas foram acontecendo, parecia que ia acabar, que não ia dar certo, foi quando tudo foi andando”, explicou o técnico da equipe R. Silva, que também revelou que o clube também contou com uma boa dose de sorte para chegar até esta final. 

“Aqui é superação. No primeiro jogo nós tínhamos 12 jogadores inscritos, na hora do jogo apareceram 8 jogadores e quando nós chegamos o outro time não foi, ganhamos de WO. A partir daí as coisas foram acontecendo”, revelou o comandante.

No próximo dia 16, o Millan Netos enfrenta o Guerreirinhos/ Grafan/ EBS, em plena Arena da Amazônia. 

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