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‘Minha relação é de amor e ódio com o Nacional, afirma técnico ao retornar para o clube

 Aderbal Lana acerta novamente com o Nacional, menos de um ano depois de ser campeão e romper com diretores do time 13/03/2013 às 09:18
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Técnico alega que distância da família também pesou na decisão
Lorenna Serrão ---

Uma relação de amor e ódio com o Nacional. É assim que Aderbal Lana resume a sua história com a equipe que vai voltar a comandar a partir desta quarta-feira (13). Após romper com o Penarol no último fim de semana, o treinador assinou contrato com o Leão da Vila Municipal na noite de segunda-feira e deve se apresentar oficialmente como o novo técnico do grupo nessa tarde, no Centro de Treinamento Barbosa Filho, Zona Leste. “Sempre tive um bom relacionamento com os torcedores do Nacional e com alguns diretores também e sempre que a coisa aperta por lá eles me chamam. E dessa vez estou em uma fase boa, quando as oportunidades surgem nós temos que abraçá-las. Pensar na família e seguir, e foi o que eu fiz, pesei várias coisas e cheguei a conclusão de que a melhor opção era ficar no Nacional”, disse Aderbal Lana.

Ainda segundo o comandante, a saudade da família também pesou na sua escolha. “Eu já viajei muito, já fiquei muito tempo sozinho, mas agora eu tenho uma filha de 13 anos e preciso estar ao lado dela. Em Itacoatiara eu tinha tudo, um carro à minha disposição, um ótimo lugar para morar, mas estava muito solitário, sentia falta da minha família”, comentou.

Em 2012, após conquistar o título diante do Fast Clube, Aderbal Lana resolveu deixar o Nacional. Na época, ele disse que ficou desapontado com a diretoria do clube que teria alegado que ele “entregou” o primeiro jogo da final do Estadual, quando o Leão da Vila perdeu para o Rolo Compressor. Mas para o treinador isso são águas passadas. “Muita coisa mudou no Nacional, agora não terei contato direto com essas pessoas. Sou profissional e por isso esqueço o que passou e olho sempre para frente. Temos que aprender com os erros, vou trabalhar para ganhar o título. Se for campeão e sair ‘brigado’ de novo estará tudo certo, o importante é ser campeão”, pontuou.

O treinador também acredita que trabalhar com o presidente Mario Cortêz será tranquilo. “Esta será a primeira vez que vou trabalhar com o Cortêz, ele me parece bem honesto, preocupado em ter um bom time, fez boas contratações, por isso acredito que não terei problemas em relação a isso”, completou o técnico.

Nesta temporada, Lana assistiu apenas uma partida do Nacional, quando a equipe foi derrotada por 1 a 0 pelo Princesa, em Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus) e por isso ele diz que ainda não tem condições de avaliar o grupo. “Terei aí cerca de 15, 20 dias para analisar os jogadores a partir das características deles começar a traçar um esquema para trabalhar, conheço alguns atletas, mas ainda é cedo para fazer uma avaliação do grupo”, disse.

Sobre o elenco do Penarol, o treinador não poupou elogios, classificou o presidente, Ila Rabelo, como espetacular e afirmou que nunca trabalhou com um plantel tão disciplinado como o do Leão da Velha Serpa. “Fui muito bem tratado no Penarol e estou muito feliz com o trabalho que desenvolvi lá. Nunca vi um plantel tão profissional, com jogadores determinados que conseguiram absorver tudo o que eu queria dentro de campo. O Penarol deslanchou e eu fiquei realmente muito feliz com isso”, finalizou.

 

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