Segunda-feira, 20 de Maio de 2019
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Moradores da Colônia Antônio Aleixo adotam street hóquei como a modalidade 'oficial' do bairro

Cerca de 60 pessoas praticam em média a atividade, tanto em ritmo de lazer quanto de competição. Isso apenas por moradores daquela localidade, aos domingos de 13h às 16h, e de 19h às 22h, aos sábados



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Hóquei está fazendo sucesso no bairro
03/07/2015 às 14:57

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A comunidade do bairro Colônia Antônio Aleixo, na Zona Leste, pratica um esporte pouquíssimo conhecido na cidade, mas que vem mobilizando moradores de várias faixas etárias e famílias.

Na base da divulgação boca a boca, o street hóquei (ou hóquei de rua) atrai as atenções no bairro e já rivaliza com o futebol de quadra. Se o hóquei no gelo é praticado em temperaturas baixas, não se pode dizer o mesmo dessa diferente modalidade, que no bairro é praticada na quadra anexa da Escola Municipal Violeta de Matos Areosa.

Cerca de 60 pessoas praticam em média a atividade, tanto em ritmo de lazer quanto de competição. Isso apenas por moradores daquela localidade, aos domingos de 13h às 16h, e de 19h às 22h, aos sábados, em uma das quadras da Comunidade 11 de Maio, próxima ao Antônio Aleixo.

O esporte começou a ser praticado na Colônia Antônio Aleixo há 18 anos, mas após uma interrupção voltou a ser organizado há dois anos naquele local. Fernando Alyson de Souza, 30, é um dos integrantes do grupo que reativou a curiosa modalidade na comunidade. Ele é membro da “Patinadores de Almas”, uma das poucas do street hóquei existentes na cidade.

“Esse esporte é muito conhecido fora do Brasil, inclusive com campeonatos, como o hóquei no gelo, com taco e bola, só que com patins. Tudo começou com sete pessoas que se reuniram para jogar o street hóquei. A atividade parou algum tempo e depois voltou com tudo”, enfatiza Fernando.

Integrantes das equipes “Patinadores de Almas” e “Super Candirú” posam para foto com moradores da Colônia Antônio Aleixo  (Foto: Evandro Seixas)

Além da força de vontade para praticar o esporte, a principal exigência para quem quer treinar na quadra do Antônio Aleixo é, claro, adquirir um patins. Em média, um para a prática do street hóquei custa cerca de R$ 300 a R$ 350. Na Colônia Antônio Aleixo, eles vêm sob encomenda diretamente de São Paulo, já que Manaus ainda não possui, de acordo com os praticantes, patins próprios para competir na modalidade.

O taco, estilo “Blade”, também vem de fora e é adquirido a R$ 40. Como é esporte de contato, o street hóquei precisa ter equipamentos de proteção como capacete, tornozeleira e cotoveleira. “É caro, mas a união faz a força. Quando alguém quer andar de patins a gente faz uma força e ajuda a conseguir o patins. Fora isso é a força de vontade”, diz Fernando Alyson. A comunidade espera fazer um campeonato dentro de, no máximo, dois meses na Comunidade 11 de Maio.

Uma família unida dentro de quadra

Família que patina unida, permanece unida. É assim com a esposa e a filha de Fernando Alyson. Os três são presenças frequentes dentro de quadra. “Pratico a patinação aqui na Colônia Antônio Aleixo há cerca de 1 ano e vejo que essa atividade só traz benefícios para a saúde, como tirar o estresse”, disse Cleide Costa, de 28 anos, mulher de Fernando.

Já Fernanda, a filha do casal, de 9 anos de idade, é só alegria e desenvoltura na quadra. A menina costuma praticar o street hóquei com outras crianças da sua idade há 7 meses. E é aquela alegria. “Gosto muito de brincar. É muito legal. E fazer amizades é sempre bacana”, contou a garota.

Fernando Alyson junto com a esposa e a filha, que também curtem a modalidade (Foto: Evandro Seixas)

Muitas mulheres frequentam a quadra e ajudam a deixar o local mais belo e florido. É o caso da estudante Caroline Mendes, 19, que também aderiu à modalidade junto com o seu irmão, Mauro Mendes: “Jogo aqui por diversão e amor. É uma forma de manter a saúde através de um esporte diferente e que estimula os jovens daqui da comunidade”, declarou a praticante.

Assim como seu “primo rico” hóquei no gelo, o street é disputado, em sistema de competição, por duas equipes com 6 jogadores cada.

Mas a Colônia Antônio Aleixo não reina sozinha entre os praticantes do street hóquei. O “Super Candirú”, que nasceu há cerca de 4 anos no bairro do Coroado e que hoje tem atividades desenvolvidas no São Jorge, é uma equipe que sempre vem àquela quadra da Zona Leste fazer intercâmbio com os “Patinadores de Almas”.

É o que fala o patinador João Rogério Souza Nascimento. “Essa é uma forma de intercâmbio porquê a gente passa o que sabe pra eles e vice-versa”, contou o jogador do Super Candirú. Para ele, o principal benefício é que a modalidade envolve tudo o que você tem que aprender na patinação, como o equilíbrio, quando você tem que frear rápido, de trabalhar o lado físico e, além disso, há o companheirismo entre os bairros, o jogo em equipe e a formação de amizades.


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