Sábado, 24 de Agosto de 2019
Mobilidade urbana

Movimento cobra a inclusão de políticas para segurança de quem pedala em Manaus

Fundado há seis anos, o movimento “Massa Crítica” volta à “cena” com a meta de incluir ações mensais pela melhoria da mobilidade urbana na capital



BIKE0333.jpg Para Paulo Aguiar, poder público precisa cumprir as promessas (Foto: Aguilar Abecassis)
10/12/2016 às 05:00

Cobrar do poder público políticas e medidas para garantir mais segurança a quem pedala pelas ruas da capital e o cumprimento das leis que regem a inclusão das bicicletas na mobilidade urbana. Essas serão as  prioridades do movimento de pedal “Massa Crítica”, fundado há seis anos em Manaus e que, após um período fora de atividade, volta à “cena” com a meta de incluir ações mensais pela melhoria da mobilidade urbana no calendário da capital. A proposta do movimento é promover ações em toda última sexta-feira de cada mês. 

 Para um dos mobilizadores do movimento, o cicloativista Keyce Jhones, muitos que pedalam na cidade ainda desconhecem o papel da Massa Crítica. “Somos um movimento mundial criado para protestar pacificamente cobrando melhorias para quem pedala. Há seis anos começamos o trabalho em Manaus, para chamar a atenção do poder público e da sociedade em geral, e agora vamos continuar com as atividades, divulgando nossas ações no Facebook, quem quiser nos acompanhar é só seguir o movimento”, convidou.

Desde o início do ano sem realizar nenhuma atividade, o movimento retorna com um calendário de programação para todos os meses de 2017.

Conforme outro membro do movimento, Paulo Martins, a “parada” em 2016 foi “por falta de braços”. “Poucos ciclistas em Manaus entendem o principal objetivo do Massa Crítica e poucos se dispõem a participar, pois não somos um grupo que organiza passeios: nos mobilizamos para cobrar o que temos direito por lei. Nossos atos são  pacíficos, mas com o intuito de alertar o poder público e a sociedade”, explicou.

Para Keyce e Paulo, o principal objetivo do movimento, neste “reinício”, é reunir os ciclistas da capital e disseminar a proposta do movimento. “A demanda principal no momento é fazer os ciclistas terem um senso crítico, para não acontecer como no último protesto que fizemos pelo ciclista que faleceu, que mais parecia um passeio do que um protesto em si”, disse Martins.

Keyce Jhones afirma que a ideia do movimento é familiarizar todos os que pedalam com  as ações de luta do cicloativismo. “A prioridade é cobrar efetivamente mais segurança para quem pedala e também exigir um compromisso sério da gestão pública para cumprir o que a lei determina como prioridade no trânsito, a segurança de pedestres e ciclistas. Esse é um dos papeis do movimento: cobrar ações para evitar mortes, assim não precisaremos protestar contra elas”, alertou.

Ciclovias ainda são promessa

A inclusão da bicicleta na mobilidade urbana foi uma das promessas da atual gestão municipal que não saiu do papel.   O atual prefeito, Artur Neto, prometeu implantar 20 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas na cidade, mas de acordo com o coordenador do movimento Pedala Manaus, Paulo Aguiar, até o início do mês passado foram entregues apenas 10 quilômetros, o que segundo ele, demonstra o descaso com que os ciclistas foram tratados durante esses quatro anos. “Infelizmente a promessa ficou na campanha. Nos reunimos com o prefeito e ele reafirmou a antiga promessa, contudo fica até difícil acreditar, pois eles tiveram quatro anos para fazer e nada”.

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