Terça-feira, 04 de Agosto de 2020
CONTRÁRIO

‘Muito cedo’, diz diretor do Iranduba sobre retorno do Brasileiro Feminino em agosto

Neste domingo (8), o presidente da CBF, Rogério Caboclo, garantiu que elite do futebol feminino recomeça no dia 26 de agosto. Hulk, porém, vive crise financeira por litígio com patrocinador máster



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06/07/2020 às 13:47

Logo após externar as acusações de ‘calote’ do patrocinador máster e ainda buscando por incentivo financeiro, a direção do Iranduba não recebeu com bons olhos a volta do Campeonato Brasileiro da Série A1 em 26 de agosto. Em conversa com o CRAQUE, o diretor de futebol feminino do Hulk, Lauro Tentardini, reconheceu que a gestão do atual presidente da entidade, Rogério Caboclo, trouxe avanços para o futebol feminino, mas demonstrou preocupação com a situação difícil do clube e com a saúde das atletas.

“Eu recebo com lamento, não apenas pela situação do Iranduba, mas eu ainda acho que agosto é muito cedo para começar as competições. Nós vemos registros de mortos com mais de mil praticamente todos os dias e como nós precisamos que as atletas morem juntas, usem o mesmo transporte para o treino, me preocupa muito essa situação. Mas quem manda no futebol é a CBF, não posso deixar de reconhecer que a entidade tem feito muitos avanços no futebol feminino, principalmente, na gestão do Rogério Caboclo, então a gente obedece. Agora, para o Iranduba, voltar ao nível competitivo é uma situação muito complicada”, explicou Lauro.



O último jogo do Iranduba no brasileirão foi no dia 14 de março - dois dias antes de Manaus ter o primeiro caso confirmado de novo coronavírus -, quando perdeu no Carlos Zamith para a equipe do Cruzeiro por 2 a 0. O Hulk caiu na tabela de classificação e ‘entrou’ na pandemia ocupando a 12ª posição da classificação e próximo da zona de rebaixamento.

“A gente perde praticamente duas jogadores por semana. Importante destacar que tudo se deve ao fato do patrocinador máster não cumprir o combinado, que era por a criptomoeda no mercado até 30 de março para que nós convertêssemos em dinheiro. Então não sei qual elenco que nós vamos conseguir ter, eu sinto as meninas muito focadas, com vontade de voltar, mas elas precisam receber, ninguém trabalha de graça'', disse o dirigente do Hulk.

Aporte financeiro

Com a vaquinha virtual perto de chegar ao R$ 5 mil, Lauro também falou sobre a importância de uma ajuda vinda da CBF. Perguntado se a direção do clube espera por um novo aporte da entidade, o diretor destacou que torce pela possibilidade.

''Estamos torcendo por isso, e achamos justo, porque nós não temos cota de televisão, não temos cota de campeonato igual na Série A (masculino). Nós recebemos R$ 15 mil de cota, e isso você sabe que não dá nem 15 passagens de atletas para Manaus. Por isso que a gente implora por apoio, pois nós achamos que fizemos os resultados por merecer, e achamos uma pena acabar assim o futebol feminino. Manaus já foi considerada a capital do futebol feminino com os recordes que o Iranduba bateu, com a Libertadores, e a gente lamenta que até agora muito pouco apoio e o que a VegaNation fez conosco'', completou Lauro Tentardini, diretor de futebol do Hulk.

Repórter de A Crítica

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