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Município do interior do Amazonas recebe a Caravana do Esporte até domingo

Desde segunda-feira até domingo, as crianças e os adolescentes de Lábrea (a 701 km de Manaus), estão tendo a oportunidade de ter um contato mais próximo com o esporte e a arte 27/08/2015 às 18:51
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Projeto já atendeu direta e diretamente 2,5 milhões de crianças e adolescentes em 23 estados
Camila Leonel Manaus

Desde segunda-feira, Lábrea (município a 701 km de Manaus) vem vivendo uma experiência diferente. Crianças, adolescentes e professores estão tendo a oportunidade de ter um contato mais próximo com o esporte e arte através do projeto Caravana do Esporte. Além disso, eles podem se aproximar de medalhistas olímpicos como Ana Moser e Érika Coimbra, do vôlei, Gilberto Silva e Renê Simões, do futebol. A Caravana começou na segunda-feira (24) e vai até domingo (30).

As Caravanas em Lábrea terão oito mini estações esportivas da Caravana do Esporte: com modalidades como basquete, vôlei, futebol, arco e flecha, dança e percussão. A previsão é que três mil crianças sejam atendidas. E enquanto os pequenos se divertem, os professores destas crianças são capacitados para aplicar essas atividades de esporte e arte nas aulas, garantindo que o aprendizado permaneça mesmo após a caravana ir embora do município.

A principal marca das Caravanas em Lábrea será a intensa participação de lideranças, professores e estudantes indígenas das etnias apurinã, paumari, jamamadi e jarawara, com apoio da Federação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Purus, da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), da Secretaria Municipal de Educação e da Faculdade Estácio Amazonas. Participam ainda estudantes não indígenas de comunidades extrativistas da região.

Ana Moser, medalha de bronze com a seleção de vôlei em Atlanta, em 1996, que já esteve em municípios como Manacapuru para projetos sociais, explicou que a experiência permitirá uma “troca de saberes”.

 “Essa etapa em Lábrea, região de tanta riqueza e diversidade cultural e esportiva, entre povos indígenas e povos da floresta, é uma oportunidade para troca de saberes. As Caravanas pretendem contribuir para uma maior visibilidade e integração da cultura e dos esportes indígenas nas escolas”, afirma Ana Moser, presidente do Instituto Esporte & Educação, que ao lado do Instituto Mpumalanga é responsável pelo projeto.

Sobre a Caravana
A caravana existe há dez anos e atua em municípios do interior do Brasil com baixo ou médio Índice de Desenvolvimento Humano. Escolhido em conjunto com o UNICEF, a Caravana do Esporte já  atendeu direta e diretamente 2,5 milhões de crianças e adolescentes em 23 estados e 104 municípios, com mais de 30 mil professores capacitados e participação de 120 atletas e artistas voluntários.

As atividades desenvolvidas em cada etapa seguem os princípios da participação de todos, educação integral, construção coletiva, respeito à diversidade e valorização da cultura local.

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