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Museu do Futebol Amazonense será realidade só depois da Copa do Mundo de 2014

Museu repleto de histórias, fotografias, curiosidades e relatos vai documentar a trajetória do futebol no Estado em um espaço localizado dentro da Arena da Amazônia, contudo, o público só terá a oportunidade de conhecer o museu depois da Copa do Mundo de 2014 17/10/2013 às 19:30
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Acervo de Carlos Zamith deve ser aproveitado para o museu
Anderson Silva ---

A história do futebol amazonense deve ganhar capítulos antesinimagináveis pelos amantes e admiradores do esporte no âmbito local. Um museurepleto de histórias, fotografias, curiosidades e relatos vai documentar atrajetória do futebol no Estado em um espaço localizado dentro da Arena daAmazônia. Contudo, embora a ideia tenha sido colocada em pauta desde 2011, opúblico só terá a oportunidade de conhecer o museu depois da Copa do Mundo de2014, e ainda sem data definida para a inauguração.

Sob responsabilidade da Unidade Gestora da Copa (UGP), aconcretização do projeto ficará sob encargo da Secretaria de Cultura (SEC).“Estamos trabalhando nesse projeto desde 2011 com o Robério Braga (Secretáriode Cultura do Estado) e iremos começar com o próprio acervo do estádio VivaldoLima, que foi exposto no final de 2011 no Shopping Manauara”, disse ocoordenador da Unidade Gestora de Projetos da Copa no Amazonas (UGP-AM), MiguelCapobiango.

No entanto, o público maior de turistas que virão a Manaus -cerca de 120 mil estrangeiros (segundo estimativas da Empresa Estadual deTurismo do Amazonas (Amazonastur) - não terá a oportunidade de saber um poucoda essência do nosso futebol. “Nossa expectativa é que somente após a Copa sejareservado um espaço para a criação do museu. Os locais dentro do estádio serãousados pela Fifa e somente após o término teremos os espaços novamente, e faremoso museu”, explicou Capobiango.

Robério

De acordo com o Secretário de Cultura do Estado, RobérioBraga, mesmo sem uma data específica para a inauguração, o museu será um dosmais modernos. “Estamos ainda em fase preliminar de conversas com o governadordo Estado, Omar Aziz, para receber orientações, até porque o governador é umdesportista. Mas tudo indica que teremos o museu após a Copa e garanto que seráum dos mais modernos, digno de futebol amazonense”, disse o secretário, semsaber de uma possível data para a inauguração. “Aí vai depender da coleta domaterial, discussões, orçamentos, composições de equipes. Isso tudo depende deuma decisão política”, afirmou. Segundo o secretário, toda a catalogação epesquisa de dados serão feitas ainda este ano pela própria SEC.

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Sem conhecimento do projeto da criação do museu, o vereadorProfessor Samuel (PPS) indicou a Câmara Municipal de Manaus (CMM) o pedido dacriação do Museu do Futebol nas instalações da Arena da Amazônia. No último dia08, a Casa aprovou a indicação. “Não tinha conhecimento da criação do museu dofutebol. Eu não sabia. Mas segunda-feira estarei reunido com o vice-governadorJosé Melo e vou pedir uma conversa com o governador, Omar Aziz, e espero quetenha uma sinalização positiva para o futebol. As pessoas precisam saber que oAmazonas possui histórias do futebol”, disse ele.

Baú do Zamith emexposição

As tantas histórias para serem expostas no museu contarãocom o vasto acervo de fotografias, textos e notas do jornalista e historiadordo futebol amazonense Carlos Zamith, recentemente falecido. O “Baú Velho” seráposto no museu do futebol. “Sou amigo particular do Carlyle (filho do Zamith) ejá temos uma expectativa de contar com o acervo. Acredito que não vamos terdificuldades para termos a história do Zamith, que é a história do futebolamazonense no museu”, disse Capobiango.

O filho do historiador, Carlyle Zamith, 52 anos, conta queterá orgulho em ceder o material para o museu. “Ainda não tive esse contatodefinitivo. Mas vai ser uma honra para toda nossa família colocar em boas mãosum material que meu pai anotou, com muitas fotografias e informações.

Ainda com saudades, Carlyle revela que tem um carinhoespecial pelo material pesquisado e guardado pelo historiador, e dá sequênciaaos trabalhos desenvolvidos pelo pai. “Meu pai era muito organizado. Tenhomuitas saudades. Lembro que pedi a ele que botasse todo o material em um site,o que foi feito. Tive que muitas vezes ensiná-lo a escanear as fotos. Papai eramuito criterioso. Todo campeonato ele tinha uma cadernetinha onde anotava tudoo que acontecia. Até as condições climáticas ele anotava”, relembra.


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