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Na Arena, memorial do futebol amazonense segue em busca do apoio de clubes e empresas

FVO vem recebendo material de times locais para a criação de um museu sobre o esporte dentro da Arena da Amazônia. O projeto tem recebido o apoio da iniciativa privada e já se estuda um acervo inspirado nos jogos da Copa do Mundo 20/10/2014 às 17:53
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Arena da Amazônia receberá um memorial sobre a história do futebol amazonense.
Denir Simplício Manaus (AM)

O projeto do Memorial Flaviano Limongi, museu a ser construído no interior da Arena da Amazônia, localizada na Zona Centro-Oeste de Manaus, está saindo aos poucos. A equipe do Princesa do Solimões foi o primeiro clube a doar material para o acervo que a Fundação Vila Olímpica (FVO) está montando sobre a história do futebol amazonense. A entidade tem se reunido com possíveis apoiadores e um novo setor sobre o Mundial da Fifa poderá ser criado.

Mesmo com a privatização do estádio multiuso local sendo projetada para o início ano que vêm, existirá no contrato uma cláusula que obriga o futuro administrador da Arena a ser o responsável pelo memorial, o que pelo menos já garante a permanencia do museu, independente da empresa ou consórcio que vença o certame.

A FVO lançou o projeto no início deste mês durante uma coletiva de imprensa que reuniu os dirigentes dos clubes de futebol profissional do Estado e a imprensa. Na ocasião, foi divulgado que o nome do memorial seria uma homenagem ao fundador da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Flaviano Limongi, que foi um dos maiores entusiastas do esporte no Estado, além do espaço reservado e orçamento previsto para construção do museu, que também foram anunciados.

O projeto contará com o apoio dos clubes e colecionadores, além da iniciativa privada para sua conclusão. Segundo a Fundação, cada clube terá seu espaço reservado no memorial, com o tamanho do espaço correspondente ao montante de relíquias que cada equipe conseguir captar. A entidade já recebeu as primeiras doações: o Princesa do Solimões, clube do município de Manacapuru (localizado a 68 quilômetros de Manaus) fundado na década de 1970, doou troféus e outros materiais para a montagem de seu acervo.

Apoio da Suframa

A FVO vem se reunindo com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) para obter recursos para a construção do memorial. Na tarde desta segunda-feira (20), uma comissão formada exclusivamente para tratar deste assunto tinha uma reunião marcada na sede do órgão, no Distrito Industrial, para discutir parcerias em prol da realização do projeto. De acordo com os números apresentado pela entidade, o museu estaria orçado em R$ 130 mil e ocuparia um espaço de, aproximadamente, 150 metros quadrados.

Esta seria a segunda reunião entre FVO e Suframa para discutr o apoio de algumas empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) na empreitada. A entidade que administra o estádio tenta captar recursos e até mesmo equipamentos para a montagem do espaço. O diretor-presidente da Fundação, Aly Almeida, falou sobre a importância da colaboração das empresas da Zona Franca na montagem do projeto.

“Nós temos mais de 500 indústrias no Distrito Industrial e tenho certeza que algumas delas poderão nos ajudar a montar o memorial, seja na execução da obra ou até mesmo doando equipamentos eletrônicos para o setor de mídia do museu. Nossa vontade é fazer uma coisa de primeiro mundo e que atraia o público, trazendo mais visitas à Arena”, explicou.

Além das relíquias doadas pelos clubes, como uniformes, bolas, troféus e fotos, o memorial pretende contar a história dos clubes do Amazonas por meio de vídeo. Telões serão instalados no local para mostrar cenas marcantes dos times em conquistas mais recentes. Um sistema multimídia também poderá ser disponibilizado no museu para que os torcedores mais jovens consigam visualizar os ídolos do passado.

Memorial da Copa

Paralelamente ao projeto de criação do Memorial Flaviano Limongi, a Fundação Vila Olímpica também articula a montagem de um espaço para reconstruir a Copa do Mundo em Manaus. A ideia da entidade é expor um registro da participação da Arena da Amazônia no Mundial da Fifa deste ano. O projeto também conta com a possível contribuição de uniformes e itens das oito Seleções que jogaram na cidade-sede, a única da região Norte do País.

A FVO e a agora extinta Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP-Copa) – que  foi integrada à Fundação Vila Olímpica – admitiu que essa ideia só surgiu depois que o Mundial acabou. No entanto, as federações dos países que atuaram em Manaus já foram sondadas e sensibilizadas quanto à grande projeção e eternização das nações na cidade em caso de colaboração.

Vale ressaltar que o projeto do Memorial do Futebol Amazonense Flaviano Limongi contemplará não só sobre os clubes de futebol do Amazonas, como também toda história do futebol que o Amazonas vivenciou, compartilhando o histórico do Vivaldo Lima, desde a sua criação até a sua demolição, para mais tarde vim a ser a Arena da Amazônia Vivaldo Lima, que teve como ponto forte sua participação na Copa do Mundo.


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