Sábado, 24 de Agosto de 2019
Tradição em campo

Na final do Peladão Indígena, Sateré FC busca primeiro título da competição

O time enfrenta o Wotchimaucu FC no próximo domingo (11), para definir o campeão da modalidade



SPO-_EQ1671.JPG Além do jogo, a final deve ser marcada por manifestações artísticas em alusão à cultura indígena (Foto: Euzivaldo Queiroz)
10/12/2016 às 05:00

Dos seis times que iniciaram a disputa do Peladão Indígena, dois deles conseguiram chegar até a final e disputam, neste domingo (11), o título de campeão da categoria. O confronto será entre os invictos Sateré e Wotchimaucu. Do lado Sateré Mawé, o time foi montado com jogadores das comunidades Y’apyrehyt (na Redenção), Gavião (do Tarumã) e outros indígenas  dispersos por Manaus. 

Mesmo formado de maneira rápida, o time conseguiu se firmar na competição e fazer uma boa campanha. “A gente organizou o time bem rápido, foi um campeonato bem curto, a gente conseguiu pelo mérito do time mesmo pelo esforço, pelo treino pela participação de todos no grupo, a gente conseguiu chegar na final. ”, analisou Turi Sataré, presidente e goleiro da equipe.

O time, inclusive, aproveitou o feriado desta quinta-feira (8)  para reunir o time para treinar e preparar a equipe  para a grande final da modalidade. O jogo aconteceu no campo do Santos Dummond, onde enfrentaram jogadores do Alto Solimões.  “Estamos continuando o trabalho novo treinando, reforçando  as questões físicas e também táticas para a gente concluir com a vitória”, analisou o goleiro

O mérito da equipe? Segundo os jogadores é justamente o poder do grupo que tem feito a diferença na competição. “O importante é o time estar unido, porque aí o time tem mais força, tem mais vontade de jogar e a oportunidade é para todos. A partir daí, que nós entramos no campo, o time tem que tá sempre batalhando junto, conforme o técnico avisa para nós”, resumiu Pajé, atacante do time, que já marcou dois gols no Peladão Indígena.

Homem gol da equipe, o jogador até arriscou um palpite para a decisão. “O time dos Tikuna é uma pedreira que nós vamos ter pela frente, mas eu arrisco que a gente vai ganhar de uns 3 a 0 ou 2 a 0, acho que é um placar bom para a gente ganhar deles”, finalizou Pajé, bem humorado, se referindo ao time Wotchimaucu, formado por índios Tikuna.

Conhecidos

Rivais na final, os dois times se conhecem bem. Antes do início do Peladão Brahma 2016 as equipes trabalharam juntas no processo de preparação. 

Após o início do torneio, os dois times se distanciaram e voltam a se encontrar apenas na decisão este domingo (11). “A gente treinou bem com eles. Todos sábado a gente treinava com eles, já conhece um pouco do time, a forma como eles se organizam, o ponto fraco a gente como é. Então a gente já tem um pouco da base do que podemos esperar”, explicou  Turi Sataré.

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