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Esportes
FAZEM A DIFERENÇA

Na série 'Além do Pódio', conheça técnicos que transformam atletas em campeões

Na última reportagem da série 'Além do Pódio', treinadores de destaque no Amazonas falam sobre suas metodologias de trabalho, que dão tão certo nas competições. 21/05/2017 às 14:56 - Atualizado em 21/05/2017 às 14:58
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Técnicos do atletismo e da luta olímpica são exemplos de pessoas que vem conseguindo colher os frutos dos seus trabalhos com seus atletas. (Fotos: Euzivaldo Queiroz e Márcio Silva)
Jéssica Santos Manaus (AM)

No último capítulo da série “Além do Pódio”, conheça treinadores que tem levado o nome do Estado aos lugares mais altos dos pódios internacionais, mostrando que com competência e força de vontade é possível superar dificuldades e formar campeões. 


Luta Olímpica
Quem assiste a um treino de luta olímpica no Centro de Treinamento de Alto Rendimento da Amazônia (Ctara) fica impressionado com o esforço dos atletas que terminam a sessão exaustos e ensopados de suor. E esse empenho sobrecomum deles vem da determinação passada pelos seus técnicos Waldeci Silva e Dagoberto Arbolaez, que almejam levar a luta olímpica amazonense ao topo do mundo. 


E o Amazonas já é destaque na luta olímpica. No ano passado e neste ano, pela primeira vez, o Estado foi campeão brasileiro por equipes na categoria adulta masculina, e subiu ao pódio na feminina. Além disso, cinco atletas amazonenses integraram a Seleção brasileira no Pan-americano Sênior de Wrestling, realizado este mês, sendo que David Oliveira conquistou a prata no campeonato. 


O segredo desse sucesso? O técnico Dagoberto responde. “Aqui ninguém é mágico. Conseguimos com o treinamento de qualidade e muito trabalho, que só é possível com a Federação à frente do nosso objetivo de sermos os melhores”. Mas o treinamento de qualidade acontece graças à vontade de Dagoberto e Waldeci. 


O técnico cubano Dagoberto Arbolaez veio morar no Brasil a convite de Waldeci Silva. “Ele me convidou para treinar a equipe em Manaus por um mês. Estou há três anos aqui, e estou feliz”, ressalta Dagoberto.O técnico, que já comandou a Seleção de Cuba, e também passou por experiências em países como México, Panamá, Porto Rico, e Estados Unidos, está em Manaus até hoje graças aos esforços da Federação Amazonense de Luta Livre Olímpica (Falle), que paga o seu salário. 


Waldeci Silva, por sua vez, foi atleta da Seleção por oito anos. Hoje, além de treinar a equipe de alto-rendimento do Amazonas, ele é o presidente da Falle, e não mede esforços para que os atletas cheguem longe.“Procuro suprir as dificuldades que eu sentia como atleta, e sentia falta de intercâmbios, essenciais para a evolução, então, este ano trouxemos atletas da Argentina e da Venezuela para ajudar nossos lutadores no treinamento. Agora pretendemos fazer mais intercâmbios, explorar países próximos, para depois chegarmos a Cuba e à Europa”, disse Waldeci.


Dagoberto fala do trabalho feito por ele e por Waldeci. “Nosso trabalho é normal, mas focado em ganhar em toda categoria, todo campeonato brasileiro”, e ele completa: “não é nas competições que ganhamos a medalha, ganhamos aqui no treinamento”. Waldeci explica o método de trabalho dos dois. “Nós observamos os atletas, e discutimos juntos o que cada um precisa melhorar”.


Hoje, 34 atletas de alto-rendimento, adultos, juniores e cadetes, fazem parte da equipe da Federação. “Só o Amazonas tem isso no Brasil. O Estado pode representar o país ou qualquer Seleção apenas com atletas daqui”, ressalta Dagoberto.

Atletismo em destaque

O Amazonas também se destaca no atletismo. Pedro Nunes, do lançamento de dardo, é campeão, recordista brasileiro, e campeão Sul-americano; Amanda Cruz foi campeã dos Jogos Escolares 2016, também no dardo; já os corredores Juarez Rosa e Alissandra Araújo são grandes nomes das pistas, que vão representar o Estado no Troféu Brasil. Se uns lançam e outros correm, o que eles têm em comum são técnicos dedicados.


Margareth Bahia se especializou em lançamentos (de dardo, martelo, disco, e arremesso de peso), e obteve grandes resultados de seus atletas. “Faço uma boa planificação e respeito a fase dos atletas. Treino os meninos para eles melhorarem, mas sem ansiedade, e prezo pela técnica”,disse ela. 

Hoje em Manaus, o técnico paulista Luiz de Oliveira é mestre em revelar e alavancar a carreira de atletas. “O atletismo foi o esporte ao qual me dediquei e formei campeões. Hoje, além de usar o método de treinos criado por mim, anos atrás, baseado em circuitos, também prezo pela seriedade dos atletas”.


Jorge Reina é cubano, e atualmente prepara atletas de salto, lançamentos e velocidade no Amazonas. “Meu trabalho é focado no planejamento, no trabalho de força e velocidade. E com meus atletas, tento ter uma relação o mais amena possível, para que eles confiem em mim”, afirma. Ele diz que só o treinamento às vezes não é suficiente. “Tive atletas que se destacaram no Jea’s, Sul-americano, e alguns poderiam ter se destacado mais se tivessem tido apoio. Não temos tudo, mas nos esforçamos para fazer o melhor”, disse Jorge.
 

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