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Naça e Remo fazem amistoso de luxo, que vale taça e também título na Arena

Vencedor será considerado o Leão Mais Forte da Amazônia. Apesar do caratér de treino de luxo partida vai ter ar de rivalidade do início ao fim 12/02/2016 às 23:17
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Amistoso vai servir como base para a Copa Verde e Copa do Brasil
Anderson Silva Manaus (AM)

O desafio foi lançado. É o Remo ou Nacional? Quem será o ‘Leão Mais Forte da Amazônia’? O próprio Leão amazonense decidiu realizar o amistoso e criar a taça para rivalizar com o time  paraense. E hoje, na Arena da Amazônia, a partir das 18h, o Norte do Brasil vai conhecer o  Leão “todo poderoso”.

A resposta só iremos saber ao final do jogo, mas que o rival paraense está muito à frente do Leão amazonense, isso é algo que nem o mais otimista torcedor do Nacional pode negar. Não à toa, o clube conquistou o acesso para a Série C, ano passado, e ainda por cima, pode fazer do Nacional o maior “freguês” dentro da imponente Arena da Amazônia.

Desde que o estádio foi entregue, o Clube do Remo fez questão, já no primeiro jogo, de “presentear” o Naça com uma eliminação na Copa Verde de 2014 e ainda por cima colocar o nome do zagueiro remista, Max Lelis, como o primeiro jogador  a balançar as redes da  Arena. Um feito histórico.

Não muito recente, pela Série D do ano passado, Levy foi o algoz do Leão amazonense quando marcou o gol da vitória por 1 a O em cima do Naça nos últimos minutos da partida. Foi o início da eliminação precoce do Nacional ainda na primeira fase da quarta divisão e para muitos foi empurrão para o time paraense conquistar o tão sonhado acesso.

Tabu

Sem vencer o rival há quase 11 anos, o técnico Heriberto da Cunha sabe que o amistoso é de responsabilidade, mas não vê pressão para o Leão da Vila.

“Não tem pressão. Temos que estar acostumados com este tipo de rivalidade, com esse tipo de competição e vamos encontrar sempre Remo e Paysandu”, afirmou o treinador, exigindo total concentração dos jogadores do Naça. “Tem que ter equilíbrio, é um momento bom, um jogo como este. É um jogo de rivalidade, é um momento que nós queremos vencê-los com inteligência, com sabedoria... eles da mesma forma vem e não querem perder esse tabu. Então é importante que nossa equipe tenha equilíbrio, entre bastante determinada, obediente taticamente para que a gente possa fazer um grande jogo. É óbvio que é um amistoso, mas que acaba se tornando num jogo com diferencial muito grande”, afirmou.

É manter o time

No último treino na Arena, Heriberto prometeu não mudar o time dos últimos amistosos.

“O momento é de manter 80% da equipe e mudar o menos possível para que os jogadores possam ir se conhecendo e pegando ritmo de jogo. É fundamental manter um grupo o maior tempo possível dentro de campo”, afirmou.

Já esteve do outro lado

O lateral-esquerdo, Rodrigo Fernandes, 29, é um exímio conhecedor do futebol paraense. Com acesso para a Série B pelo Paysandu em 2012 e com passagem pelo Remo, o jogador não espera facilidade. “A gente sabe da rivalidade. É um amistoso de luxo. Sabemos da qualidade do Remo. É um jogo difícil. São vários jogadores experientes, é uma equipe que acabou de subir e tenho vários amigos lá. Com a nossa equipe não é diferente temos vários jogadores experientes. Vai ser um grande jogo”, disse.

Wanderley e Léo PB

De volta ao Nacional, o atacante Wanderley poderá reestrear hoje com a camisa do Leão, depois de quase um ano afastado de campo.

Curado de uma lesão no joelho esquerdo, o atacante treinou no time titular e deverá ser o homem de confiança de Heriberto no setor de ataque. “Hoje estou no time de cima, passei essa confiança para o Heriberto e já trabalhei com ele. Agora é comigo, né?! Espero que eu possa sentir o menos possível. Dez meses não são 10 dias, tem que readquirir tudo e graças a Deus tenho um biótipo pra isso. Só a técnica que falta adquirir um pouco”, disse o jogador que garantiu está livre das dores.

Ex-leão do AM

Bom de bola, o atacante Léo Paraíba brilhou no Nacional em 2014. Levantou a taça de campeão amazonense e chegou a ser “querido” pela torcida. Em 2015 não obteve o convite para jogar no Naça e foi para o rival Princesa. Depois do Estadual, Paraíba saiu do Tubarão e foi direto para o Leão Paraense. Léo esteve na vitória por 1 a 0 sobre o Nacional ano passado e agora quer mais uma vitória do Leão Azul do Pará. “Que dê Leão mais uma vez. Espero o apoio da nossa nação azul que é muito grande”, disse.

Última vitória

O ano de 2005 foi a última vitória do Nacional sobre o Remo. O Leão Paraense venceu o primeiro jogo do mata-mata no Vivaldão por 2 a 0. Já na volta, no Mangueirão, o Nacional derrotou o rival por 1 a 0. Embora tenha calado o Mangueirão lotado, o Naça não avançou de fase.

O início de tudo

O primeiro jogo do Leão da Vila contra o Remo foi em 1922. Segundo o pesquisador, Gaspar Vieira Neto, os Leões se enfrentaram num amistoso em Belém. O Naça, então bicampeão amazonense, foi convidado pelos dirigentes remistas. O empate em 3 a 3 foi muito  comemorado pelos nacionalinos que fizeram até carreata em Manaus.

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