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Naça vence Genus-RO por 1 a 0, não empolga e sai vaiado pela torcida na Arena

Amistoso na Arena da Amazônia, depois da conquista da taça Leão Forte da Amazônia não encantou o torcedor que esperava mais da equipe 21/02/2016 às 22:07
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Zagueiro Roberto Dias comemora o gol do Nacional marcado aos seis minutos
Anderson Silva Manaus (AM)

“Doeu de ver”. Depois de conquistar a taça Leão Forte da Amazônia diante do “poderoso” Remo, era a vez do torcedor reencontrar o campeão do último domingo, no mesmo lugar em que fez festa com o time. Mas o quinto amistoso do Nacional  na temporada, na tarde de ontem, na Arena da Amazônia, foi difícil de arrancar aplausos da torcida nacionalina.

O gol contra do lateral-direito do Genus, Guarati, anotado para o zagueiro Roberto Dias, aos seis minutos do primeiro tempo, foi o momento máximo do jogo. E foi só! Depois do gol, o que se viu foi o Leão “Mais Forte” tentando se encontrar em campo.

O jogo

O atraso de 20 minutos na partida, por conta da chegada tardia do Genus ao estádio, dava indícios de que teríamos um jogo morno. Com pouco público na arquibancada, o torcedor que foi reencontrar o Leão aguerrido viu o time pegar pressão no primeiro minuto de jogo.

O lateral-esquerdo Julio Cesar cruzou da esquerda e Thales tratou de mandar por cima do gol.

A resposta do Naça veio de um cruzamento para a área de Ovaldir, aos seis minutos. Roberto Dias tentou chegar na bola, mas Guarati tratou de antecipar o zagueiro nacionalino e escorou para a própria rede. 1 a 0.

Depois do gol, ambas as equipes não se esforçavam para ampliar o placar. O Naça errava passes e mostrava completa falta de sintonia entre o meio e o ataque. O Genus até tentava, mas nada de passar pela zaga do Leão. O Nacional ainda teve “alguns lampejos” de bom futebol com Rafael Vieira que driblou o zagueiro, mas chutou para as redes do lado de fora.

No segundo tempo, o que poderia ser melhor passou a ficar pior. Tanto o técnico Heriberto da Cunha quanto o treinador do Genus, Claudemir Potim, promoveram uma série de mudanças, que pouco mexeram na postura tática do time e claro, no placar.


O Genus arriscou somente na falta de Alex, ainda no primeiro minuto, que Roberto Gomes espalmou. Para o Naça a tarde não foi boa. Victor que tinha acabado de entrar teve que sair por conta de uma suspeita de uma entorse no joelho. O que vai deixá-lo, segundo os primeiros diagnósticos da equipe médica do Nacional, fora dos próximos treinos.

Ao final da partida, o torcedor que aplaudiu e comemorou o título de Leão “Mais Forte da Amazônia” vaiou a equipe e saiu cheio de dúvidas com o time.

Peças para o Naça

Na entrevista coletiva ao final do jogo, o técnico do Nacional Heriberto da Cunha revelou que ainda precisa de contratações.

O treinador ainda quer contar com ao menos três homens de frente.

“Precisamos melhorar na parte ofensiva. Nós precisamos de duas a três peças mais ofensivas. Para você fazer uma reposição, mudança, temos que ter jogadores com essas características. E estamos em busca. Estamos com uma dificuldade enorme, todos jogadores disputando campeonatos... Com certeza vamos arranjar”, revelou Heriberto, valorizando o trabalho da equipe.

“O grupo foi bem teve consistência. Não deu espaço para o adversário chegar ao nosso gol, a não ser de bola parada, então na parte de marcação, recompor foi muito bem. Nós precisamos segurar a bola mais na frente. O Rafael está há muito tempo parado, o Dantas entrando em forma e não entrou na melhor performance”, disse.

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