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Naça x ‘Era Zico’: o dia que o Nacional atravessou o caminho da série de vitórias do Flamengo

Nesta quinta (17) o Rubro-Negro pode quebrar recorde de triunfos seguidos no Brasileirão. Em 1978, o Leão da Vila por pouco não impediu a primeira sequência de seis vitórias do time de Zico e Cia 17/09/2015 às 11:35
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Mário Gordinho, ex-craque do Nacional, esteve em campo contra o Flamengo de Zico, em 1978.
Denir Simplício Manaus (AM)

Cantarelli, Manguito, Toninho, Rondinelli, Carpegiani, Adílio, Júnior e Tita. Alguns dos craques que ao lado do “Galinho de Quintino” ajudaram a criar o que ficou conhecida como a “Era Zico” no Flamengo. Em 1978, essa fantástica geração venceu seis partidas seguidas no Brasileirão daquele ano. Fato que pode ser superado esta noite, no estádio Mané Garrincha, caso o Rubro-Negro vença o Coritiba.

Mas o que poucos torcedores devem lembrar é que, para alcançar a primeira grande série de triunfos seguidos no Brasileiro, o Flamengo sofreu para vencer o Nacional, no Maracanã. Em campo, o ex-meia amazonense, Mário Gordinho relembra a partida em que o Naça, por pouco, não impede a histórica sequência de vitórias do time de Zico.

“O jogo foi pau a pau. Nós tínhamos um time razoável, que tinha muita gente de fora, mas era completado com jogadores daqui. Tinha o Corrêa, o Armando – que chamavam de Falcão do Norte -, o Paulo Galvão, Mário Geraldo, Eli e eu. Mas no Maracanã, aquele time do Flamengo era quase imbatível”, comenta o ex-craque nacionalino, explicando que Zico não jogou aquela partida, pois estava servindo com a Seleção Brasileira em um amistoso. “Zico não jogou aquela partida. Dias depois eu vi ele em campo com a Seleção, no Maracanã”.


Antes de passar pelo Leão da Vila Municipal, Zico e Cia. já haviam vencido Americano e o Bangu. As vítimas seguintes foram Portuguesa, Paysandu e XV de Piracicaba. Mário Gordinho recorda que no regulamento daquele campeonato, a equipe que vencesse por dois gols de diferença, ganhava três pontos. Por isso o Flamengo veio com tudo pra golear.

“Tinha um atacante no Flamengo chamado Radar. Só num jogo contra o Bangu ele tinha feito quatro gols. Aí eu acho que eles pensavam que iam ganhar fácil. Mas não foi bem assim. Tomamos um gol no final do primeiro tempo e empatamos na metade do segundo”, recorda Gordinho, narrando o golaço do atacante Netinho para o Nacional. “O Carioca, que era meia, enfiou a bola na área para o Netinho. Ele foi rápido, driblou o Cantarelli e fez um bonito gol”, relembra.

Mário Gordinho não lembrou o nome do atacante Santos, que foi o autor do primeiro gol do Rubro-Negro, mas lembrou muito bem que Adílio foi quem decretou a suada vitória do Flamengo, por 2 a 1, naquela noite de 27 de abril de 1978. O ex-craque do Leão recordou ainda que o Naça passou cerca de dez dias no Rio de Janeiro, onde venceu o Bangu e empatou com o Americano, numa época em que o Nacional não se acanhava em jogar nos grandes “templos” do futebol brasileiro.

“Pra nós era um jogo normal. Nada de que era o Flamengo ou que era no Maracanã. Nosso time estava acostumado a jogar em estádio grande. Vínhamos de um tricampeonato amazonense e de duas Copas Amazonas. Já tínhamos jogado no Mineirão, Morumbi e outros. Era até bonito ver o Maracanã e as luzes e tal. Pra gente não tinha esse negócio de pressão, depois que entrávamos em campo passava tudo e íamos pro jogo”, finalizou.

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