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Nacional bate o Rio Negro por 2 a 0 na primeira rodada do Barezão 2016

Derrota para o maior rival faz com que Rio Negro acumule dez anos sem vitória no maior clássico estadual 24/08/2016 às 23:29 - Atualizado em 24/08/2016 às 23:31
Denir Simplício Manaus (AM)

Lá se vai mais de uma década que o torcedor barriga preta não sabe o que é comemorar uma vitória sobre o arquirrival Nacional. O último triunfo do Galo da Praça da Saudade sobre o Leão da Vila Municipal ocorreu em janeiro de 2006. De lá pra cá o Rio Negro se transformou num freguês de carteirinha do Naça. No RioNal desta quarta-feira, válido pela primeira rodada do Barezão Centenário, disputado no estádio da Colina, não foi diferente. 

Na estreia do experiente Aderbal Lana à frente do Galo depois da conturbada saída de Dodô - que nem chegou a debutar na função - o Rio Negro até tentou, mas não segurou o melhor entrosamento do Leão e perdeu por 2 a 0. Os gols no início de cada tempo marcados, respectivamente, por Osmar e Nonato, apenas comprovaram  que o Rio Negro precisa de tempo e muito trabalho pra se arrumar antes da próxima partida marcada para o dia 3 de setembro, contra outro Nacional, dessa vez o Borbense.

Do ousado projeto montado pela diretoria rionegrina o que ficou foi a vontade de um treinador que do alto dos seus 40 anos no futebol amazonense fez um pedido ao torcedor do Rio Negro. “A torcida do Rio Negro pode continuar vindo pro estádio que ela não vai sofrer. Nós vamos ter alguns resultados adversos, mas nós vamos disputar título esse ano”, prometeu Aderbal Lana, revelando que as duas principais contratações da equipe não puderam atuar por não estarem regularizados.

“Treinamos com o Bahia (Alan) de volante, com o Abuda de centro-avante. O sistema era outro. Mas quando chegamos no estádio tivemos que fazer as mudanças pra não cair na mão do Tribunal (Justiça Desportiva do Amazonas, (TJD/AM). No Nacional, que também estreava treinador, Alan George, a impressão é de que o time não mudou em quase nada em relação a equipe que fez campanha pífia na Série D deste ano. O próprio Alan George confessou que preferiu manter a base de seus antessessores para o clássico.     “Procurei, com esse trabalho que vem desde dezembro, montar uma espinha dorsal com a comissão que eu fiz parte com o Heriberto (da Cunha) e a outra com o professor Vagner Benazzi. Então casei esse conjunto e procurei acrescentar aquilo que é minha metodologia de trabalho”,  pontuou.

Com a vitória no RioNal, o Nacional assume a vice-liderança do Amazonense, atrás apenas do Princesa pelo critério de saldo de gols. No sábado, o Leão encara o xará Borbense, pela segunda rodada. O duelo de “Nacionais” está marcado para o estádio Jabotão, em Borba.

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