Publicidade
Esportes
Barezão 2017

Nacional e Manaus decidem neste sábado (10) quem fica com o título do Barezão 2017

Final do Campeonato Amazonense de 2017 coloca frente a frente o maior campeão da história do Barezão contra um novato pra lá de atrevido. Decisão será hoje na Arena da Amazônia, com transmissão do A CRÍTICA+, canal 188 da Net 10/06/2017 às 05:00
Show ta a
(Fotos: Divulgação/ Marcio Silva/ Gilson Melo)
Camila Leonel e Denir Simplício Manaus (AM)

 É chegado o dia do Velho encontrar o Novo. Como numa fábula espetacular, o centenário Leão da Vila Municipal  duelará com o o jovem Gavião do Norte para saber quem manda no futebol Baré nesta temporada. 
Fundados com um século de diferença de um para o outro, Nacional e Manaus FC fazem hoje, às 16h, na Arena da Amazônia,  a segunda e decisiva partida das finais do Campeonato Amazonense 2017.

De um lado a gloriosa história do Naça, que já conquistou por 43 vezes a taça do Barezão. Do outro, a ousadia e gana de um clube que tenta se firmar entre os gigantes do futebol local.
novo gavião velho

Fundado em 2013, por meio de uma dissidência no Nacional, o Manaus FC busca seu primeiro título no futebol profissional. Dirigido pela lenda viva, Aderbal Lana, o Gavião chega a sua primeira decisão de Estadual voando alto sobre os rivais. 
Foram seis vitórias, cinco empates e três derrotas na fase de classificação. Campanha que levou o clube de forma inédita às semifinais do Amazonense, onde o Gavião despachou o atual campeão, Fast Clube. 

O jovem Gavião tomou gosto por superar altitudes e no jogo de ida das finais, venceu pela primeira vez seu  criador, o Naça. De quebra, o Manaus FC  alcançou também seu primeiro triunfo na Arena da Amazônia conquistando o direito de jogar pelo empate hoje, para erguer a primeira taça da Série A, em seus quatro anos de existência. 


 

A terceira 1° vez?
 

No ano em que o Manaus foi fundado, o zagueiro Deurick era campeão amazonense com o Princesa do Solimões, primeiro título do Tubarão de Manacá. O jogador de 35 anos também foi campeão amazonense por outra equipe: o Holanda, novamente inaugurando a sala de troféus do Laranjão. Hoje ele tentará repetir a façanha de estar na história do primeiro título dos times onde passa. “Não é só uma sensação diferente, mas difícil também. Ser campeão em time grande, time de expressão, em time que já tem vários títulos é fácil.

Em time pequeno é difícil porque a gente luta contra tudo e contra todos é tipo Davi e Golias e sinal que eu sou pé quente”, disse o jogador que assegura que o time entrará em campo sem clima de ‘já ganhou’. “Estamos tranqüilos. Aqui não existe euforia, existe alegria, tranquilidade. Estudamos a equipe do Nacional, ver o que erramos e temos um modo de jogar e a gente não vai abrir mão disso. Para nós, o jogo está 0 a 0”, completou o jogador que marcou nas duas finais que foi campeão: fez o gol do título do Holanda sobre o Fast em 2008 e converteu um dos pênaltis na decisão de 2013, contra o Nacional.

 Campeão com o Naça em 2015, o lateral-direito Peter tentará hoje o bi do Barezão com o Leão. Longe do Nacional no ano passado, o jogador, que ficou de fora do primeiro jogo da final cumprindo suspensão, prefere jogar o favoritismo da decisão para o adversário, mas aposta no Naça.

Peter em busca do bi na Arena

“A equipe do Manaus deu um passo na frente e eu prefiro jogar a responsabilidade pro lado deles. Pode ser que eles sejam favoritos pra ser o campeão, mas a nossa equipe está muito forte e quando se fala de Nacional, né? Essa camisa aqui é uma camisa gloriosa e já reverteu alguns placares em finais aqui que foi surpreendente”, ponderou Peter apostando que o Gavião virá fechado pra grande final.
“Acredito que a equipe do Manaus vá vir com esquema mais pra marcação, porque eles estão com a vantagem. Mas essa vantagem pode mudar às vezes em um minuto de jogo. Isso é irrisório”, alertou o lateral, de 33 anos.

Como um dos mais tarimbados do elenco do Naça, Peter alertou os companheiros para manter a tranquilidade no jogo. “Eu, como um dos jogadores mais experientes, venho conversando muito com a minha equipe pra gente ter calma. Nós temos 90 minutos e não adianta a gente se desesperar com 15 ou 20 minutos”, concluiu.

Publicidade
Publicidade