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Craque

Nacional é que nem celular moderno. É cheio de apps, mas a ‘bateria’ sempre acaba cedo

Com a má preparação na pré-temporada, coube ao preparador físico Predro Perez reformatar a quipe para a sequencia dos trabalhos no Estadual e Copa do Brasil 23/03/2015 às 21:06
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Pedro vai ser o responsável em deixar o físico do Nacional em 100%
Anderson Silva Manaus (AM)

Sabe um smartphone? Aquele celular de alta tecnologia que é o sonho de consumo de muita gente? Ele vem repleto de aplicativos, alta funcionalidade, inteligência e acima de tudo com alto valor de venda... Calma! O editor não errou.  Você não está lendo uma matéria de ciência e tecnologia, e sim de esportes.

É que ultimamente o Nacional funciona como este item tecnológico. É caro, tem vários jogadores e recursos, mas no final de tudo quando você mais precisa, a bateria descarrega... E para carregar demora...

Defeito de fábrica, só no smartphone mesmo. No caso do Leão, o “controle de qualidade” só funcionou com a demissão da antiga comissão técnica e a entrada do experiente treinador Aderbal Lana e do preparador físico Pedro Perez.

Os 90 dias de pré-temporada, geridos pela antiga comissão, foram jogados fora, segundo Lana. O novo sistema de jogo implantado pelo treinador, que exige velocidade, todos os atletas passaram a ser mais exigidos e a queda no rendimento no segundo tempo tem sido visto em todos os jogos disputados na “era Lana”.

“Tenho uma equipe de 60 minutos. Os caras caem de produção. Jogamos fora um trabalho de 90 dias”, afirmou o treinador.

Desde que assumiu a equipe, Lana realizou quatro partidas e em todas a equipe caiu de rendimento na segunda etapa, o que também foi visto contra o Paysandu.

“Para um time que está mal fisicamente em alguns setores iriam cair de produção. A gente batalhou muito no primeiro tempo para fazer dois gols e no segundo tempo ficamos extenuados”, destacou.

Quase 100% na Copa do BR

Sem tempo para treinar a parte física devido a quantidade de jogos e o pouco intervalo entre as partidas, Pedro Perez tem feito o que pode.  Com pouco mais de 10 dias de trabalho, o preparador tem se esforçado para deixar o time 100%.

“Nós procuramos fazer um trabalho curto, nada de desgastar os jogadores porque a equipe tem que entrar em campo descansada e não cansada. Temos que tomar cuidado para não sobrecarregar os jogadores. Cada partida há  uma melhora e eles estão ganhando condicionamento nos jogos. Até a partida contra o Bahia estaremos com 90%”, analisou o preparador.

Três perguntas: Pedro Perez, preparador Físico do Nacional


O que falta na equipe para chegar à perfeição?

Percebi que falta resistência. Eu particularmente uso a resistência no meu trabalho, mas cada profissional trabalha de um jeito. Não é criticar o preparador anterior. Eu incluo a resistência para o atleta correr, e aí se coloca a força e a velocidade. E dá pra perceber essa falta no dia a dia do clube. Trabalho de corrida, corrida contínua de 20, 30 e 40 minutos que fazem parte da pré-temporada. Mas no modo geral, única coisa que está faltando é a resistência, já que o nosso clima é diferente de todo o Brasil para o atleta poder correr.

A equipe está se preparando nos jogos?

Com certeza. Eu não posso pegar a equipe e dar uma sobrecarga de trabalhos durante a semana e treinamentos e estafar nossos atletas durante o jogo. Dia a dia nós estamos colocando trabalhos para colocar a equipe numa forma física boa.

Contra o Bahia a equipe vai aguentar o segundo tempo?

Eu creio que no jogo contra o Bahia (no dia 2 de abril) eu tenha a equipe com 90%. Mas a gente vai tentar fazer um trabalho para colocar o Nacional o mais rápido possível na melhor forma física.

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