Sábado, 20 de Julho de 2019
Craque

Nacional leva Taça Cidade de Manaus pra casa e deixa técnico Aderbal Lana orgulhoso

Naça administra vantagem sobre o Princesa em jogo eletrizante, garante o título do segundo turno e reedita confrontos com o Tubarão na grande final do Campeonato Amazonense



1.gif Jogadores foram comemorar perto da torcida, que compareceu em peso

Ao apito final do árbitro mineiro Ricardo Marcos Ribeiro, o técnico do Nacional, Aderbal Lana, virou para a torcida do Princesa do Solimões batendo no peito e fazendo um desabafo: “Aqui é f... Tem que respeitar o ‘véio’ aqui. Eu tenho história no futebol local”. Era a comemoração de Lana pela conquista da Taça Cidade de Manaus, o segundo turno do Estadual, com o empate de 0 a 0 diante do Princesa, sábado, no estádio Gilberto Mestrinho, o Gilbertão, em Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus).

Como resposta, Lana recebeu uma chuva de bagaços de laranja em sua direção. Mas a hostilidade não foi suficiente para tirar o sorriso irônico da face do experiente treinador que, diga-se de passagem, “arrumou a casa” e fez do Leão da Vila o time de melhor qualidade técnica e futebol vistoso no returno. O título já havia sido praticamente garantido pelo Naça no primeiro jogo, quando a equipe venceu o Princesa por 4 a 2, no estádio Roberto Simonsen, no Clube do Trabalhador (Sesi), em noite inspirada.

Agora, o título estadual de 2013 será decidido em 180 minutos entre ambas as equipes novamente: o Princesa, por ter sido o campeão do primeiro turno e o Nacional, do segundo. A primeira partida acontece no próximo sábado, às 15h, no Sesi, mas a data será oficializada, hoje, pela Federação Amazonense de Futebol (FAF), porque neste dia haverá Ação Global no Clube do Trabalhador. 

Sem gol, mas belo jogo

O título do segundo turno foi conquistado sem gols, mas, em campo, Nacional e Princesa fizeram uma partida eletrizante, digna de final. Só faltou o gol. Mas não que as equipes não tivessem tentado. Precisando ganhar por vantagem de três gols para ser campeão estadual antecipado, ou ao menos fazer dois de vantagem e levar a decisão para as penalidades, o Princesa, que jogava em casa com o apoio da vibrante e barulhenta torcida, partiu para o ataque, com Edinho Canutama infernizando a defesa do Leão. No entanto, o gol não saiu. No primeiro tempo, o time da casa perdeu ao menos seis chances claras de gols. No segundo tempo, idem: o Princesa tentou, tentou, tentou novamente, mas a bola não entrou. “Infelizmente a bola não entrou. Mas nós tentamos. Não conseguimos marcar gols. Mas haverá ainda dois jogos. Dá para nós conquistarmos esse título”, analisou Canutama. O técnico do Tubarão, Marcos Piter gostou da postura de seu time. “São uns guerreiros”.

O Nacional, visivelmente entrou em campo para explorar os contra-ataques e matar o jogo. A equipe sob comando de Lana apresentou maior posse de bola, qualidade no toque de bola e lançamentos, arriscou algumas jogadas de ataque, mas também não teve competência para marcar. “Hoje não tivemos tanta inspiração para fazer gols quanto no jogo de ida do segundo turno. Mas o empate nos garante o segundo turno e isso é que importa. Agora está tudo igual para a decisão”, afirmou o meia-atacante Felipe, que tem nove gols marcados até então no certame.   

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